“Titanic” também na televisão

No final de semana passado, a minissérie em quatro partes “Titanic” finalmente foi exibida pela ABC, em memória dos 100 anos do acidente com o navio, em 15 de abril de 1912.
A série foi extremamente bem feita e produzida, sob a batuta de Julian Fellowes, criador da aclamada “Downton Abbey“. Buscando mostrar na mesma série as preocupações e diferenças entre as várias classes sociais presentes no navio, o trabalho de Fellowes era hercúleo. E difícil de fazer uma história com o Titanic sem uma história de amor (afinal de contas, já estamos mais do que habituados a essa história, contada por James Cameron, não é mesmo?). A opção foram… várias histórias de amor (e outros plots não-relacionados.)
Cada episódio segue uma linha do tempo similar, do embarque à colisão com o iceberg, buscando mostrar os eventos de perspectivas diversas, algumas históricas, algumas ficcionais. Mas infelizmente, isso tornou a série um pouco difícil de acompanhar. O excesso de personagens acabou tornando difícil se importar com algum de verdade, ou mesmo lembrar quem gosta de quem e porquê; apesar do elenco ser consistente e de qualidade, tudo se perdeu nessa tentativa de capturar ângulos demais da sociedade da época, esquecendo um pouco da tragédia em si.














