O passado e presente de uma adorável bochechuda.

Depois de duas edições do “Ontem e Hoje”, aposto que você já está pegando o jeito, certo? Observe bem o rosto da garota abaixo – não a freira, mas a menininha. Cabelos lisos, rosto e olhos redondos, pele clarinha… vamos lá, você consegue descobrir quem ela é. Imagine-a 30 anos mais velha.

Ok, aqui vai mais uma dica: o filme em questão se chama “O Primeiro Pecado Deste Lado do Céu” e foi o primeiro da atriz, apesar de sua participação ter sido bastante pequena.

Não deu? Tudo bem, não se julgue. O longa-metragem da imagem é bem desconhecido e a moça não tem nenhum outro trabalho conhecido de quando tinha esta idade.

Trata-se de Alyson Hannigan, venerada por diferentes públicos da telinha.

 


Purificando o mundo de vampiros e fazendo história na TV

A ruivinha trabalhou em muitos filmes e seriados como coadjuvante no início de sua carreira, na grande maioria vivendo personagens secundários. Mas tal como Jennifer Morrison, foi assim, pouco a pouco, que ela conseguiu a simpatia dos produtores de cinema e televisão.

Sua carreira começou a decolar em 1997, quando Alyson aceitou o convite de viver a tímida Willow Rosenberg no seriado “Buffy, a Caça Vampiros”, que alguns anos mais tarde se tornaria um dos grandes marcos da TV nos anos 90. A personagem foi criada com o intuito de dar suporte à protagonista ao longo dos episódios e executou este papel com firmeza durante as três primeiras temporadas. A partir daí, a jovem bruxinha começou a ganhar sua independência nas histórias, reflexo de uma maior autoconfiança que agradou bastante a uma legião gigante de fãs.

Willow Rosenberg começou “pequena”, mas amadureceu junto com a atriz no decorrer dos anos em que “Buffy” se manteve no ar. (Alerta de spoiler!) Quando a garota caiu de amores pela também estudante de bruxaria Tara Maclay, ela entrou para a história como a primeira personagem lésbica a ter um papel fixo em uma série de televisão dos Estados Unidos, o que por sua vez gerou mais uma grande evolução em sua estrutura básica. Após a morte injusta de sua amada, a ira de Willow despertou um lado sombrio incontrolável que a tornou uma das vilãs mais memoráveis das telinhas. (Ok, o spoiler termina aqui!).

Se não fosse pelo incrível trabalho metamórfico de Alyson Hannigan em “Buffy”, talvez hoje ela não desfrutasse de tamanho reconhecimento.

(Spoilers no vídeo abaixo também)

 

 


A descoberta do sexo

Enquanto se consagrava como Willow Rosenberg, Alyson também participou dos primeiros três (e únicos realmente engraçados) filmes da franquia “American Pie”. Ela mostrou mais uma vez que manda bem como “garota nerd”, dando vida à tímida e contraditoriamente pervertida Michelle Flaherty, a flautista da banda sinfônica do colégio. Uma curiosidade bacana é que a atriz é profissional em instrumentos musicais de sopro.

Este é o papel que a tornou conhecida entre os fãs de cinema e revelou seus dotes para comédia, gênero em que permanece até hoje.

 

 


How I Met Lily Aldrin

Ontem estreou nos Estados Unidos a sétima temporada de “How I Met Your Mother” (e as minhas impressões você poderá conferir amanhã), uma das comédias mais bem-sucedidas da atualidade. Não pense que foi fácil ficar na frente de “Friends” no Top 100: Melhores Séries de Comédia do Blog Pop de Séries e TV, e tenho certeza de que tamanha glória não seria alcançada se Alyson Hannigan não fizesse parte de seu incrível elenco.

Aqui, a baixinha predileta da televisão interpreta Lily Aldrin, uma sonhadora nos seus trinta e poucos anos de idade que vai se tornando uma mulher forte a cada novo ano do seriado, apesar de nunca perder algumas de suas características e manias imaturas (como por exemplo ser campeã no consumo de álcool entre os personagens principais).

Um dos pontos fortes do seriado é o amor cego que Lily compartilha com seu noivo – e mais tarde esposo – Marshall Eriksen, um grandalhão que tem o coração de uma criança. Ou seja, o par perfeito.

O trunfo que difere Alyson Hannigan de outras atrizes de televisão e cinema é sua versatilidade. Apesar de todos os seus trabalhos dividirem o mesmo “fator meiguice”, ela consegue emprestar um aspecto diferente de si a cada alter ego. É encantando diferentes públicos e gerações há duas décadas que ela conquista um dos mais cobiçados trunfos no meio artístico: a habilidade de se transformar em uma nova pessoa nas frente das câmeras.

Por Luis Andion

 


Redação


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