Nova web série do diretor de “X-Men” explora as possibilidades da inteligência artificial

Se você é fã de ficção científica que explore as possibilidades da inteligência artificial, do mundo virtual e da conexão em rede, essa nova web série feita por Bryan Singer (diretor dos dois primeiros filmes de “X-Men”, também conhecidos como os filmes bons de “X-men”) pode valer pelo menos uma conferida.
Se você não gostar, a série, “H+”, não vai perder muito do seu tempo: os episódios, que são postados em uma canal do Youtube, não tem mais que cinco ou seis minutos.
Que temas ela aborda? Algo que mostra um timing excelente, com o Google Glass prestes a ser lançado: a realidade aumentada e o transumanismo.
O transhumanismo analisa a dinâmica da interação da humanidade com a tecnologia, em seu progresso acelerado. Seu enfoque está nas áreas de nanotecnologia, ética em biotecnologia e inteligência artifical e em como poderiam ser usadas para superar as limitações humanas.
Um exemplo mais simples e menos palavroso de como algo assim funcionaria na prática? Imagine que a tela de um smartphone não esteja em um objeto na palma da sua mão, mas implantada no seu cérebro, projetada diante apenas dos seus olhos, expandindo a sua realidade.
Parece intrigante, tentador e não muito distante, não? O site americano Slate, discutiu a série com um transumanista de fato, Peter Rothman, que teve uma pequena crítica ao futuro retratado na série que, segundo ele, é muito parecido com o nosso: “no futuro de ‘H+’ nós vamos ter implantes nanotecnológicos mágicos, mas não pilotos automáticos em carros”. Segundo ele, o desenvolvimento de inteligência artificial é algo muito importante para o transumanismo.
Também segundo ele, o tema de que trata a série, um futuro apocalíptico em que a tecnologia começa a sair de controle, também é um tema (e temor) comum ao transumanismo.
Os que tiverem se interessado em ver que loucura é essa, podem conferir abaixo o primeiro episódio de “H+”. Nesse começo, não acontece muita coisa: obviamente, temos um pouco de exposição sobre o que são esses “implantes mágicos” e como eles funcionam, além de conhecermos dois personagens. É um episódio mais lento, mas o suspense do final compensa e a produção da série é visivelmente boa. Fora isso, como dissemos, são só cinco minutos.
O legal vai ser algum dia poder assistir a esse tipo de vídeo dentro da sua cabeça.
Ana Cecília de Paula
Jornalista formada, que gosta de filmes, lhamas, gelatina e tudo que é aleatório.















