Na nossa sessão Nostalgia Animada, nos recordamos dos melhores e mais queridos desenhos animados de antigamente! E podem ter certeza que não vai faltar assunto!

Na edição de hoje: “He-Man”!

Antes que alguém corrija: o nome do desenho não era “He-Man”, e sim, “He-Man e os Defensores do Universo” (em inglês, “He-Man and the Masters of the Universe”). Fato é que ninguém costumava se referir à esse nome quando falando do desenho animado. Desenho animado aliás, que foi criado com o expresso propósito de alavancar as vendas de uma coleção de brinquedos da empresa Mattel!

O desenho foi produzido pelo estúdio Filmation, cuja técnica de animação envolvia a filmagem de atores reais e de um desenho sendo feito por cima desses atores, entre os anos de 1983 e 1985, com 130 episódios. “He-Man” também foi inovador por ter sido feito diretamente para o sistema de ‘syndication’ americano, ao contrário do comum até então, que era o de testar o desenho como um dos ‘desenhos animados de sábado de manhã’ antes de receber um pedido de produção mais extenso.

Vamos relembrar a abertura?

 


EEEEEEEEEEU TENHO A FOOOOOORÇAAAAAAA

 

A história se passa em Etérnia, reino governado pelo Rei Randor. Seu filho, o Príncipe Adam, finge ser preguiçoso, atrapalhado, descuidado e irresponsável, assim como seu tigre de estimação inteligente, Pacato. No entanto, com sua espada mágica, ele pode invocar os poderes do Castelo de Grayskull e se transformar em He-Man, o homem mais poderoso do universo! Ele luta contra as forças de Esqueleto, que tenta dominar Etérnia.

“He-Man” foi revolucionário em muitos aspectos, por exemplo por romper os limites da censura americana para desenhos animados. Pela primeira vez em anos, um desenho teve como protagonista um super-herói musculoso que podia de fato bater no vilões (embora ele usasse golpes de luta-livre na maior parte do tempo, ao invés de violência direta como socos e chutes). O fato do desenho estar ligado à linha de brinquedos também era controverso o bastante para que os produtores fossem forçados a incluir uma ‘moral da história’ ao final de cada episódio, para sublinhar os benefícios do desenho às crianças.

O fato é que de um jeito ou de outro, “He-Man” deixou sua marca na cultura brasileira, graças aos longos anos em que foi exibido e a grande quantidade de propaganda e merchandise que gerou. A maioria das crianças dos anos 1980 pode confirmar que dificilmente não ouviu essa música pelo menos uma vez:

 

 

Pra não dizer as centenas de paródias e mashups que você pode encontrar pela internet envolvendo o personagem e cenas de seu desenho!

Álvaro Freitas


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