Uma das falas mais memoráveis da primeira temporada de “Game of Thrones” foi aquela ensinada para a jovem Arya Stark por seu instrutor: “Só há um deus, e seu nome é Morte. E só há uma coisa que dizemos para Morte: ‘Hoje não’”.

E pelo visto, Arya Stark está aprendendo mais e mais sobre a morte, como podemos perceber pelos episódios mais recentes da segunda temporada da série. Valroziando menos e menos a vida humana, o que pode estar em seu caminho no futuro? Em entrevista ao TV Guide, sua intérprete, a jovem atriz Maisie Williams, fala sobre isso e muito mais.

Quando perguntada a respeito, ela disse: “Eu acho muito difícil me comparar à Arya porque eu não consigo sequer imaginar matar alguém, mas eu acho que aquela primeira morte já foi completamente esquecida. Embora tenha sido algo grande naquele momento, é apenas uma pequena peça de toda essa loucura que meio que está acontecendo em sua vida nesse momento, e eu acho que mais vem por aí. Ela definitivamente sente que é meio que a primeira vez de algo, e quando ela percebe que é capaz de fazer aquilo, eu acho que quase chega a assustá-la, mas dá a ela mais confiança pois ela pode se defender sozinha.”

Em sua viagem para o norte, como uma fugitiva e com a ajuda do patrulheiro da noite Yoren, ela acaba entrando em contato com mais uma lição sobre morte: aquela da vingança e de uma espécie de oração sombria em que ela recita os nomes das pessoas que quer matar. É uma cena bastante emocional, que mostra de certo modo ela perdendo a compaixão. Maisie disse que “eu acho que isso definitivamente a deixou muito mais madura; ela não é mais esse tipo de criança que adora diversão. Ela é atrevida e não perdeu aquele ar de bravado, mas ela ficou um pouco mais reservada.”

Sobre a visão de Arya a respeito do assassino Jaqen H’ghar, vivido pelo ator alemão Tom Wlashchiha, ela comenta que “quando Jaqen diz a ela que ele vai conceder a ela três assassinatos, ela meio que tem que confiar nele. Quando ela conhece pessoas novas que são meio que legais com ela e ela pode confiar nelas um pouco, eu acho que ela se preocupa com o fato de perdê-las. Ela está tentando não ficar próxima demais dele, porque ela se preocupa que ele faz essas coisas perigosas.”

 

 

Sobre o relacionamento dela com Gendry, o aprendiz de ferreiro que também está sendo perseguido, ela diz que “através da segunda temporada, ela aprende a confiar nele e meio que se iguala a ele e conta coisas pra ele. Já que ele meio que sabe quem ela é, ela quase tem que confiar nele um pouco. (…) Eu acho que ela é quase um pouco psicótica com Gendry e Torta-Quente. Eles vão ser tomados dela a qualquer momento, e ela meio que pode ver isso vindo, e eu acho que isso é profundo. Ela colocou na cabeça que todo mundo ao redor dela vai morrer”.

Sobre seu cabelo na segunda temporada, que ela cortou para fazer o papel, ela comentou que “Quando eu tinha 10 anos eu curtei meu cabelo, aleatoriamente, muito, muito curto, e eu realmente gostei, mas voltei a deixa-lo crescer dois anos atrás [ela tem 15 anos agora]. Ele tinha acabado de passar meus ombros, e eu sabia que a pergunta ia ser feita, se eu ia cortar meu cabelo ou não quando eu soube que a segunda temporada havia sido confirmada. Minha reação imediata foi ‘Nem pensar!’ porque eu tenho deixado ele crescer por tanto tempo e queria deixar ele lá. Mas muita gente se torna realmente apegada ao cabelo, e eu pensei ‘É só cabelo’.”

Num último comentário sobre a música tema de “Game of Thrones” cantada por ela, Sophie Turner (a Sansa) e Isaac Hampstead-Wright (o Bran) numa trilha de comentários do DVD da primeira temporada, ela disse “nós estávamos tão empolgados que só achamos que ia ser divertido, e só depois percebemos que todo mundo ia ver aquilo.”