A trama se complica em “Game of Thrones”. Quando crianças conseguem tomar decisões mais difíceis (e sábias) que jovens que se consideram adultos, tudo muda de figura e se torna mais interessante… mas deixemos os spoilers mais à frente, na nossa resenha semanal da aclamada série da HBO.

O episódio começou em Winterfell, onde finalmente algo acontece. Desde o começo da série, o castelo tinha virado um local onde nada de importante se passava, exceto talvez pelos sonhos de Bran… mas não mais. Theon invadiu o castelo e faz Bran conceder à ele o direito de governar o castelo. Triste – Theon parece uma criança dizendo a um Bran muito mais grave que “é meu, seu castelo é meu”. E como tomar decisões imbecis e seguir conselhos errados parece ser o que Theon faz de melhor, ele mata Ser Rodrik para não parecer fraco na frente de seus homens. Mas não de uma maneira limpa, como foi criado por Ned Stark; como um verdadeiro selvagem, um homem das Ilhas de Ferro.

Enquanto o enredo dos Greyjoy e Starks parece estar se consolidando (também com a reação de Robb à invasão de Winterfell, e a fuga das crianças engendrada por Osha), o enredo dos irmãos da Patrulha da Noite além da Muralha está cada vez fazendo menos sentido. Se no episódio anterior já foi difícil aceitar a mudança de posto de Jon Snow, de steward para ranger, sem muitos problemas, o que dizer das atitudes estúpidas de Jon Snow nesse episódio? Começando por não querer matar a selvagem Ygritte (ok, dificil de não concordar com ele nessa decisão, a moça é linda), depois perdê-la, depois encontrá-la mas perder-se dos outros rangers… e a cena dos dois dormindo juntos foi hilária, pra dizer o mínimo.

 

 

No front dos Lannister em Harrenhall, vimos outra criança passando por apuros mas aguentando com firmeza: Arya quase foi descoberta por Littlefinger e depois por Tywin Lannister. Mas o amigo assassino dela mandou bem mais uma vez. Littlefinger também não é nada tolo: tudo indica que ele vai trazer os Tyrell para o lado dos Lannister, embolando ainda mais o meio de campo deste embate de reis.

E mais um jogador deve aparecer na próxima temporada. Ao mandarem a Princesa Myrcella para Dorne, finalmente teremos mais um dos Sete Reinos fazendo parte da história. E como estávamos num tema, crianças e decisões estúpidas, vale a pena mesmo chamar Joffrey de uma criança tomando decisões estúpidas? Todos já sabemos que ele é uma capivara enlouquecida, esperar que ele se importasse com Sansa seria demais. Pelo menos tivemos mais um TAPA NO REI JOFFREY!

 

 

Do outro lado do mar, Dany é mais uma menina bancando a tola ao confrontar o Spice King, achando que vai conseguir barcos só com sua palavra e suas bravatas. E com outra pessoa (que não Ser Jorah) lembrando-a que ela precisa de aliados em Westeros. E Robb é outra criança, que pode ser um bom rei, mas precisa de conselhos da mamãe para não se dar mal. E pode ter certeza de que como toda criança, ele vai acabar não ouvindo os conselhos da mãe. E se dando mal.

Por várias razões, “The Old Gods and the New” foi um dos melhores episódios até aogra, mas me arrisco a dizer que foi por conta do tempo mais longo de cada personagem em cena; ao invés de cortes mais rápidos, tivemos tempo para absorver as cenas e enredos mostrados, o que deixou a história num ritmo mais agradável.

E você, o que achou do episódio?

Álvaro Freitas


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