Apple: a história comercial

Todos estão homenageando a vida de um dos maiores ícones da tecnologia, Steve Jobs, que faleceu na noite de ontem vítima de um câncer no pâncreas.
E eu não poderia ficar de fora dessa celebração da carreira de um homem tão importante.
Neste post, você poderá conhecer e relembrar a evolução pelo ponto de vista das telinhas da TV. Está preparado para entrar nesta viagem no tempo?
Devo avisar que os famosos vídeos da campanha “Eu sou um Mac e eu sou um PC” ganharam uma matéria própria, lá no Blog Pop de Tecnologia – recomendação máxima.
Dado o recado, vamos começar!
Era uma vez…
Tudo começou em 1977, uma época em que todos achavam que o nosso presente estaria repleto de robôs com voz de pato e os cidadãos trabalhariam em frente a uma tela repleta de números e cores que provocam epilepsia.
E se esta era a visão do futuro, a Apple queria mostrar que ela já estava por lá. É por isto que o primeiro comercial da empresa é tão brega – como você está prestes a conferir. Só não esqueça que, para a época em que foi criada, a propaganda até que não é lá tão ruim.
Quebrando paradigmas
Os computadores Macintosh vieram para revolucionar – este sempre foi o maior interesse de todos os produtos lançados pela empresa da maçã.
Em uma analogia à obra literária de George Orwell, que previa que a população do ano de 1984 seria regida por um governo tirano, o primeiro computador a levar o nome de Macintosh mostrou que seria lançado naquele mesmo ano simbólico para quebrar a visão de que a tecnologia poderia ser usada para o mal.
http://youtu.be/OYecfV3ubP8
Chamando para briga
Uma das principais características das propagandas da Apple é a agressividade. A desenvolvedora nunca teve medo de mostrar suas garras e falar em público o porquê seus produtores eram superiores aos da Microsoft. E todo este embate teve início com a propaganda aí embaixo, de um dos primeiros modelos do Macintosh a se popularizar.
Arco-Íris da tecnologia
Com o iMac crescendo na preferência do público, a Apple se viu com lucro o bastante para criar novos modelos de maior apelo visual. Foi nesta época que a estética e design se tornaram marcas registradas da empresa de Steve Jobs.
Até hoje, muitos dos consumidores só adquirem iMacs, iPhones e iPads pelo seu valor artístico.
Monocromático e inesquecível
Uma era marcante. Quem não se lembra de quando chamou de riquinho aquele colega de trabalho que adquiriu um iPod; este que até hoje é o melhor music player do mercado?
Background colorido, silhuetas de pessoas em preto e apenas o aparelhinho branco, contrastando com todo o cenário que se espalhava pelos cartazes das cidades e comerciais de televisão. Esta campanha não foi importante apenas para o iPod, mas sim para toda cultura popular da era contemporânea.
Revolução telefônica
Como você já deve ter percebido, existem duas artimanhas que sempre se alternaram na publicidade da Apple: o minimalismo e os contextos históricos. No primeiro vídeo de anúncio do iPhone, ambos se encontraram.
O vídeo coleta cenas com pessoas atendendo telefones em filmes de diferentes épocas, em ordem cronológica. Não há narração, apenas uma mensagem escrita de que “ele” está chegando, o smartphone que revolucionou o significado da expressão “telefone móvel”.
Avalanche de adjetivos
“Delicioso. Atual. Educador. Brincalhão. Literário. Artístico. Amigável. Produtivo. Científico. Mágico”. A verdade é que todas estas expressões também podem ser usadas para qualquer computador pessoal. Porém, quando estamos falando de um produto portátil que mal chegou no mercado e já foi considerado um dos itens que se tornarão essenciais, tanto para o entretenimento quanto para meios profissionais, elas ganham mais impacto.
A propaganda do iPad solidificou a imagem simplista como a face da Apple contemporânea.
Indispensável
Os smartphones hoje são considerados instrumentos fundamentais para as classes média e alta dos países de primeiro mundo e a importância deles cresce a cada novo modelo lançado no mercado.
O comercial do iPhone 4 tentou listar as razões deste fenômeno, começando com a exibição de aplicativos fúteis (porém divertidos) e encerrando seu ponto com a facilidade que é comprar um café com a pequena maquininha milagrosa.
Os tempos mudaram e, graças a Steve Jobs, para melhor. Para aqueles que tem bastante cacife no banco, pelo menos…
A chave de ouro
“Este é para os malucos. Os desordeiros. Os rebeldes. Os encrenqueiros. Às peças redondas em buracos quadrados. Os que veem as coisas de forma diferente.
Eles não são fãs de regras e não compartilham respeito pelo ‘Status Quo’. Você pode citá-los, discordá-los, glorificá-los ou torná-los vilões: a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los porque eles mudam as coisas. Eles empurram a raça humana para frente.
Enquanto alguns podem encará-los como loucos, nós vemos gênios. Porque as pessoas que são malucas o suficiente para acharem que podem mudar o mundo, são aquelas que conseguem”.
Este comercial foi narrado e escrito pelo próprio Steve Jobs para a campanha “Pense Diferente”, mas nunca chegou a ser transmitida porque o departamento comercial da empresa achou que seria melhor se a voz fosse de algum ator famoso (Richard Dreyfuss foi o escolhido). Ele foi produzido em 1997, a mesma época em que o número de seguidores da Apple começou a se multiplicar em velocidade absurda ao redor do mundo.
Engraçado. Estas palavras acabam resumindo perfeitamente a carreira do próprio visionário. A homenagem mais completa a Steve Jobs foi feita pelo próprio Steve Jobs. Só nos resta assisti-la sempre que nos esquecermos da importância que ele teve para a tecnologia, comércio e cultura da época em que vivemos.
Um maluco, desordeiro, rebelde, encrenqueiro. Gênio.
Por Luis Andion















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