A Fazenda 5: Crítica – Salve-se quem puder

Apesar dos grupos formados por afinidade, em “A Fazenda 5” ninguém é verdadeiramente amigo de ninguém. O amor predomina nos discursos de votação, a educação é polida e os pedidos de perdão são constantes, tudo isso para maquiar a egoísta situação que impera nesta temporada: cada um só olha para o seu umbigo.
A panelinha outrora formada por Penélope Nova, Robertha Portella, Diego Pombo e Rodrigo Capella é um exemplo explícito de como as amizades nesta edição não passa de fachada. Penélope que sempre ressaltava a importância de ter Diego ao seu lado, não demonstrou nenhuma reação de tristeza quando o peão foi eliminado. A apresentadora e Robertha se afastaram sem mais nem mais, como se fossem indiferentes.
No início do jogo, Penélope parecia estar apaixonada por Felipe Folgosi, com quem dizia se dar muito bem, foi só o ator começar a ganhar todos os prêmios que Felipe passou a ser visto como um jogador inescrupuloso. A inveja doeu e Penélope se afastou, o ator também não fez questão, afinal o que ele quer mesmo é usar as mulheres para ir longe e isto ele já conseguiu.
Nicole Bahls só não brigou com as cabras. Da metade do jogo em diante, quando percebeu que poderia ir para a Roça com mais facilidade, a ex-panicat diminuiu o tom agressivo e guardou para si as críticas que antes gritava na cara do desafeto. Após se encontrar com Penélope no Celeiro, a modelo passou a desabafar com a ex-Vj e então pareceu que estava começando uma grande amizade. Penélope até fez esforço para dar esta impressão. No entanto, antes de ser eliminada, confidenciou ao seu ex-amigo Felipe que só sentiria saudades do boi Bernardo.
Viviane Araújo e Gretchen foram as únicas que realmente tiveram uma amizade não interesseira, depois que a Rainha do Rebolado pediu para sair, Viviane se aproximou de Simone Sampaio e de Léo Áquilla por pura questão de sobrevivência no jogo, já que não poderia ficar sozinha o tempo todo. Simples coleguismo que será deixado de lado assim o programa acabar.
As relações de Vavá com os demais confinados não passa de educação, não há quem o salve de uma Roça e vice-versa. Já no discurso global do amor, Léo Áquilla se supera. O Perfomer jura de pés juntos que ama todo o mundo, tudo para manter uma imagem de ser amoroso no meio de tanta disputa. Não colou.
Não há verdadeiras amizades, o interesse individualista predomina, salve-se quem puder. Quanto ao telespectador resta torcer para o egoísta mais simpático.
Por: Uziel Moreira
Uziel Moreira
Mestrando em Literatura e Crítica Literária, pesquisa sobre a teoria intersemiótica. Dramaturgo com mais de 40 peças teatrais apresentadas, professor de humanas. Cinéfilo, noveleiro e mochileiro do tipo farofeiro na Europa e aventureiro na América do Sul.















Eu amo a vivi e a nicole eu tô nem ligando se elas brigam eu quero é festa
sem pobremas