A cobertura das Olimpíadas prioriza recordes, marcas, a disputa pelo topo do quadro de medalhas. Mas o verdadeiro momento olímpico pode encontrar sua essência em outro lado: os países que buscam sua primeira medalha olímpica na história. Em Londres, foram sete os países a terem obtido essa marca, e o Torcida POP falará um pouco sobre os cinco mais marcantes – perdoem-nos, torcedores do Bahrein e de Botsuana, mas a festa dos outros países foi maior!

5. Guatemala – marcha atlética de prata para centro-americanos

A marcha atlética é uma das provas mais longas das Olimpíadas – e longa foi a caminhada da Guatemala, que disputa os Jogos desde 1952 e, em 60 anos de história, enfim chegou à sua primeira medalha, com Erick Barrondo, nos 20km. Confira os demais a seguir:

4. Gabão – no taekwondo, lutador faz história para nação africana

Não era exatamente o mais esperado para um país africano sem medalhas na história quebrar a escrita no taekwondo. Desde 1972 nas Olimpíadas, o Gabão trouxe Anthony Obame, que chegou até a final da categoria acima de 80kg. E o ouro não veio por pouco – a derrota na final foi na decisão dos juízes.

3. Chipre – a prata veio a vela para o pequeno país europeu

Desde 1980 nos Jogos, a pequena ilha do Mediterrâneo já havia chegado perto de um pódio. Mas foi somente agora, com o velejador Pavlos Kontides, que a nação cipriota conseguiu celebrar uma medalha olímpica, na classe Laser.

2. Montenegro – no handebol, demonstração de fair play

Após bater na trave no polo aquático em 2008, a mais jovem ex-república iugoslava chegou à decisão do handebol feminino, diante da Noruega. Mesmo com a derrota, as atletas montenegrinas deram uma mostra incrível de esportividade: poucos segundos após o fim do jogo, levantaram as mãos e aplaudiram as suas adversárias.

1. Granada – ouro e momento histórico com atleta bi-amputado

A primeira participação de Granada nos Jogos foi em 1984, na edição de Los Angeles. Com dez participantes em Londres, o velocista Kirani James levou a medalha de ouro nos 400 metros rasos – mas o atleta acabou chamando a atenção por outra atitude: na semifinal, após vencer a bateria, o granadino correu em direção ao sul-africano Oscar Pistorius (o primeiro bi-amputado a disputar as Olimpíadas), e pediu para trocar sua placa de identificação, levando uma lembrança para casa. Ficou para a história!