Por João Quixadá

O impacto dos jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo em Fortaleza não está sendo muito diferente do que ocorrem nas outras cidades-sedes do país – as coisas só engrenaram de vez no ano do evento. Em 2012, a pressão da Fifa fez com que projetos finalmente saíssem do papel e fossem concluídos – no caso de Fortaleza, podem ser citados o Centro de Eventos do Ceará e obras na Avenida Washington Soares, que até hoje teve seu projeto apenas parcialmente concluído. Os fortalezenses sabiam que o Castelão teria sua reforma concluída – no entanto, a preocupação com o valor total das obras e a qualidade do estádio foram grandes.
Fora do estádio, muitas obras foram iniciadas somente em 2013, causando transtornos à cidade, que sofre com trânsito intenso. Boa parte destas benfeitorias eram necessárias, mas por que não foram entregues antes, para evitar maiores problemas? Ao mesmo tempo, o povo teve que aguentar discursos como “Vamos entregar as obras a tempo da Copa do Mundo” e “Nós fizemos, coisa que a gestão passada não fez”. Há algum mérito nisso? Não é obrigação de prefeitura e governo do estado fazer melhorias, independente de qualquer evento? A Copa das Confederações e do Mundo passarão e a cidade ficará.
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