Lasers sempre nos foram vendidos pela mídia como armas capazes de queimar, ou no mínimo, produzir um bocado de calor. Pois bem, cientistas do renomado Niels Bohr Institute querem nos mostrar o lado mais “geladinho” dos famigerados lasers.

Estes cientistas criadores-de-caso conseguiram usar um laser para resfriar uma membrana semicondutora à extremos 452.2°F (ou 233,44°C) negativos – quase 7 graus acima do lendário “zero absoluto”

A membrana não tinha mais que 160 nanómetros, com superfície de não mais que 1 milímetro quadrado, sendo patéticamente pequena para muitos dos padrões. Mas tendo em vista que os experimentos anteriores haviam sido conduzidos em partículas… bom, a pobre membrana deixa de ser tão pequenina.

Difícil é explicar como os caras conseguiram o feito. Num resumo do resumo, podemos dizer que o processo envolveu refletir a luz do laser entre a membrana e um espelho. Parte da luz refletida sobre a membrana foi absorvida e a fez expandir e contrair. A chave foi manter este processo de estica-e-volta sob controle constante, realizando ajustes a todo o momento. A vibração do material causada por este procedimento possibilitou-o de ser resfriado com tamanha intensidade.

Exatamente no momento em que você se pergunta “No que isso me importa?”, respondemos rapidamente: imagine o futuro da tecnologia onde o superaquecimento de peças deixasse de ser um fantasma? Podendo resfriar componentes ao ponto do ‘zero absoluto” destruiria os limites para a potência dos mesmos.

E certamente para nós, que não fomos treinados por Camus de Aquario, os lasers talvez sejam a única maneira de recriarmos o “zero absoluto” (mesmo assim, juntar os dois punhos fechados sobre a cabeça e baixar os braços em linha reta enquanto grita “Execução Aurora!!!” ainda é bem legal).

Fonte: http://gizmodo.com/5889288/how-did-a-laser-cool-this-semiconductor-to-almost-absolute-zero

Redação


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