#CPBR5: como encontrar exoplanetas

Acompanhando a Campus Party, tivemos o prazer de assistir à palestra de Adriana Válio, pesquisadora do Mackenzie, sobre a busca por planetas fora do sistema solar. Curioso para saber como eles são achados? Não fique mais!
Adriana explica que demoramos tanto para encontrar planetas novos porque estávamos procurando mal. Estávamos atrás de planetas que orbitavam seu sol como a Terra, em ciclos de 365 dias, mas a maioria dos exoplanetas leva muito menos tempo: uma média de 4 dias equivale a um ano na Terra.
Existem alguns métodos para detectar estrelas. Eles são importantes e dependem de muita física e cálculo para substituir nossa viagem até elas. E são diversos para que cada um seja usado de acordo com o tipo de estrela. Algumas são mais fáceis de detectar com certos métodos específicos.
O método de velocidade radial é muito usado para detectar estrelas cujo primeiro planeta orbitante tem grande massa. Dessa forma, a gravidade influencia tanto o planeta quanto a estrela, que orbitam um centro de massa invisível. Assim, o comprimento da onda da estrela para a Terra oscila, e podemos detectar alterações que podem ser planetas.
A astrometria já é mais visual. O satélite tira fotos das estrelas de tempos em tempos e compara umas com as outras para checar as oscilações de luz. É um processo complicado que exige precisão, então só um planeta foi identificado assim.
Um efeito mais difícil ainda é o efeito de lente gravitacional. Com um corpo com gravidade elevada no caminho, a luz sofre uma deformidade que reflete na Terra. O evento é imprevisível e raro, mas, mesmo assim, 14 planetas foram detectados dessa forma.
E finalmente há o modo de detecção direta, feito com os observatórios aqui da Terra. É mais fácil encontrar estrelas com sinais de rádio ou infravermelho do que com a visão natural. E onde há estrelas, há planetas. Conseguimos detectar os planetas com seus trânsitos, que são as voltas que o planeta faz em seu sol. Vemos os trânsitos, por exemplo, dos planetas que estão entre o Sol e a Terra. Com esse método já descobrimos mais de 200 planetas.
O legal é que é possível calcular muito sobre os planetas com esses métodos. Podemos descobrir seu tamanho, massa, tempo que ele leva para dar a volta ao sol, se seu núcleo é rochoso ou se é um planeta gasoso…
Esses aqui são todos os planetas que o satélite Kepler encontrou. Você pode ver como eles orbitam as estrelas e qual seu tamanho relativo:
Quanto à vida em outros planetas, a coisa fica mais complicada. Temos uma chamada “zona habitável” que é a distância que o planeta precisa estar do sol para que haja água em formato líquido. Com essa conta, são seis planetas descobertos até hoje que podem abrigar vida.
Mas o universo é tão grande… Quem vai saber?
Por Marta Preuss













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