Como o passado imaginava a escola do futuro
Aqui no Blogs POP de Tecnologia sempre estamos imaginando como será nosso futuro e contando as últimas novidades de gadgets nunca antes vistos até então. Mas como será que o passado imaginava o futuro?
Achamos pela internet duas imagens que fazem a gente questionar: “mas o que essas pessoas pensavam?”

Essa primeira mostra “O ano 2000” e é uma mescla de passado e futuro que só poderia existir na imaginação do artista. É uma série de cartões postais franceses datada de 1910.
Um dos meninos gira a manivela de uma máquina que processa livros. Agora, se a máquina é tão incrível a ponto de ler e transmitir para os fones de ouvido do resto da turma, por que precisa de manivela? Livros continuam sendo livros. E o professor fica ali, servindo para nada.
Notem que existem somente garotos na sala. Garotos passivos e obedientes, que absorvem todo conhecimento sem questionar. Conhecimento que não é sabedoria: apenas um monte de dados sem discussão. Bem, pode ser que nesse sentido a imagem tenha acertado…
Essa outra imagem, que infelizmente não temos a fonte (se você tiver, comente!), mostra o sistema japonês de ensino. Outra sala composta apenas por meninos, mas essa não parece tão disciplinada. Por isso a existência de palmatórias eletrônicas, que punem os maus alunos, seja por mau comportamento ou por errar uma questão.
Aqui já é mostrada a interação com a tela, com o computador. Alunos inserem o resultado dos exercícios na máquina, que verifica o acerto ou erro. O professor não existe mais: uma projeção na parede basta para ensinar. Computadores espalhados pela sala mostram que os dados estão armazenados em enormes máquinas, como se os monitores fossem apenas terminais.
Na vida real, o futuro na educação chega muito mais devagar do que prevíamos. Temos projetos como o One Laptop per Child que é focado em países em desenvolvimento, mas o método de ensino ainda é o mesmo.
Em uma época em que crianças nascem usando iPads sem dificuldade, interagem com pessoas do mundo todo com um clique e têm toda informação do mundo com um celular e uma conexão 3G, será que não é hora de mudar a proposta da escola? Um lugar onde aprender a sobreviver em grupo, a desenvolver a criatividade, a lembrar que somos humanos… sem dúvida seria um atrativo para quem começa agora a trilhar um caminho de uma vida inteira.
Por Marta Preuss.















Muito legal, com certeza no futuro veremos também como varias ideias nossas foram idiotas.
Bem, as grandes escolas particulares da minha cidade, fortaleza, já adotam tablets no lugar de apostilas e livros, tb utilizam louzas digitais e 3D com conexão a internet…
Ótimo artigo, adorei a proposta de mudança na educação (que nos faz sentir e pensar como robôs de vestibulares sem dar a menor oportunidade de desenvolvimento de nossas habilidades e criatividade). Gostaria muito de ainda estar vivo para presenciar uma mudança na educação onde realmente desenvolvesse o aluno para o mundo, e não para um vestibular.
Muito interessante como imaginavam que seria a educação.Felizmente em algumas escolas buscam realizar o que é sugerido no final da postagem,porém não é divulgado e as pessoas acabam tendo uma visão que nada mudou.Mudou sim!Pode mudar mais?Sim, mas isso não depende só da escola. As mudanças ocorrem em passos de tartaruga,e assim como outras áreas em nosso país.Gostei do final"Um lugar onde aprender a sobreviver em grupo" posso garantir que em uma sala de aula o que mais a gente faz é sobreviver a diversas situações .Seria muito bom se o problema fosse só material,mas ele está além disso e também das escolas .Aqui no Brasil, o professor fica responsável pelos laptop, e se alguma aluno danificar ou perder adivinha pra quem sobra?Dei graças por meu município não estar no projeto,pois com alguns alunos que tenho teria que trabalhar alguns anos para repor os brinquedinhos. Mas ainda tenho esperança de estar viva e lúcida para ver o dia que a escola seja um lugar agradável para alunos,pais e funcionários da educação.Abraços