Na vida real, um super-poder é conseguir viver dia após dia.

Muitos de nós reclamam da vida, amaldiçoando o destino ou a sorte pelos infortúnios e percalços que surgem. Há os que o fazem com verdade nas palavras, mas muitos apenas estão discorrendo sobre pequenos revezes ou dificuldades.

Mas entre os mais batalhadores e sofridos, podemos encaixar perfeitamente os imigrantes em condições ilegais nos Estados Unidos, muitos de origem latina (inclusive brasileiros). Eles vão até a terra tida como a das oportunidades e lá muitas vezes instalam-se precariamente, mantendo subempregos e fazendo a economia americana girar enquanto angariam o que conseguem para manterem-se de pé e abrigados, enquanto ainda ajudam as famílias deixadas em suas pátrias – pátrias estas que nada fizeram para impedirem que estes filhos deixassem seu solo para tentar a sorte em territórios distantes e desconhecidos.

Com esta temática é que a fotógrafa Dulce Pinzón realizou um ensaio, vestindo como super-heróis diversos imigrantes (muitos destes ilegais) que em solo norte-americano fazem o possível para sobreviverem e ajudarem suas famílias a fazerem o mesmo. São limpadores de janelas, entregadores, babás, choferes entre outras profissões, todos enfrentando suas batalhas do dia a dia contra vilões muito mais cruéis que os da ficção – a fome, a falta de moradia decente (ou de moradia afinal), a saudade de sua terra natal e famílias e uma vida muitas vezes mantida à força no anonimato, isto graças a vistos vencidos e documentação irregular.

Veja agora as imagens destes heróis da vida real:

Para cada retratado, a fotógrafa tentou identificar sua principal característica e, desta maneira, designar a ele o herói mais indicado. Como o limpador de janelas Homem-Aranha ou o carregador Hulk.

O último retrato é da própria Dulce, enquanto trabalha em uma costura onde dezenas de outros imigrantes também labutam diariamente. Parece coisa de filme policial de Hollywood, mas é a mais pura – e dura – realidade.

Fonte

Fabio Zonatto


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Queria ter nascido um Predador ou um samurai, mas não obteve sucesso nestas metas. Hoje é um redator gamer formado pela academia 8 bits de letras digitais, além de apaixonado por heavy metal, WWE, TNA, nerdices aleatórias e refrigerantes sabor noz-de-cola. Nas horas vagas, desbrava os confins de Azeroth.