Quais serão os admirados pela galera da Redação POP hoje?

Para se ter uma ideia, esta semana tem samurai, detetive, comandante de nave espacial, guitarrista de anime, esquilo, exorcista e, de quebra, Charles Bronson!

A seleção está espetacular, tamanha a variedade de personagens, mídias e opiniões – Vamos a esta verdadeira salada cultural!

 

 

Fabio Zonatto – Redator Nerd & Geek e samurai de coração

Odeio semanas frias. Odeio dias frios na verdade. São muito tristes, é tudo muito… cinza e sem vida. Me faz querer estar em lugares distantes, e os campos verdejantes do interior japonês – com gramados verdejantes e cerejeiras em flor – são sempre o primeiro lugar com o qual eu sonho.

E nestes pensamentos e devaneios, me veio uma forte imagem na memória de um dos filmes mais bacanas de samurais que já assisti na vida – “O Último Samurai”. E automáticamente também me vem a imagem do personagem de personalidade mais forte e agressiva do filme, que acabou ultrapassando até mesmo o lendário Katsumoto no posto de meu favorito da obra – esta semana, eu lhes trago a ferocidade de Ujio!

Sim, eu sei, é mais um samurai que indico em duas semanas seguidas, mas este é tão especial quanto Kenshin.

Como primeiro em comando, sendo subordinado apenas ao próprio líder da vila samurai Katsumoto, Ujio mostra-se de início dono de uma personalidade agressiva, feroz e nada simpático.

Mas a medida que o filme foi evolundo, fui aprendendo que ele é desta forma apenas com seus inimigos. Com seus iguais, ele é sereno, zeloso e protetor.

Na mítica cena em que ele treina o americano Nathan Algreen, ele mostra outa qualidade de um sábio samurai: reconhecer a evolução de um aluno (mesmo sendo Nathan), ainda que a curtos passos. Encontrar o valor em outras pessoas… gostaria de ter esta habilidade tão especial.

Onde encontrá-lo?

No filme “O Último Samurai” (“The Last Samurai”, em inglês), com Tom Cruise e Ken Watanabe. Ele é representado pelo ator Hiroyuki Sanada.

 

 

Álvaro Freitas – Redator de Séries & TV e detetive de coração

Eu tive uma semana meio fria, meio chuvosa, meio londrina. Isso acabou me fazendo lembrar de um dos meus personagens favoritos de todos os tempos.

Ele é de Londres. Ele é alto, magro, com um perfil aquilino, é um fumante de cachimbo, ex-ator, ex-pugilista, acadêmico de assuntos diversos, violinista, não sabe que a Terra gira em torno do Sol, e o mais brilhante detetive ficcional da história da humanidade.

Sim, ele é Sherlock Holmes! Sherlock já apareceu em uma quantidade imensa de mídias, mas surgiu em contos curtos do escritor Sir Arthur Conan Doyle, em 1886, com “Um Estudo em Escarlate”. Ele já esteve em inúmeros filmes de cinema, quadrinhos, livros de outros autores, jogos de videogame e séries de tevê.

Muitas vezes de maneiras diferentes, é verdade, mas sempre com sua maior característica: um gênio dedutivo e uma inteligência avassaladora, capaz de feitos que parecem bruxaria, mas que têm absoluto fundamento científico – atenção a detalhes e conhecimento direcionado. Uma de suas frases mais famosas representa exatamente seu estilo dedutivo: “Elimine o impossível, e o que restar, por mais improvável que pareça, deve ser verdade”. Ele também serviu de inspiração para o estabelecimento da ciência forense, que não existia em sua época de criação.

Abaixo, o trailer da atual série “Sherlock” da BBC, que é uma das melhores versões do personagem, de todos os tempos!

 

 

Laís, redatora de Música e técnica de áudio de coração

Volta e meia acabo caindo em temas relacionados à música, mesmo sem querer. E hoje, escolhi como personagem a Minami Maho, irmã mais nova de Minami Ryuusuke, guitarrista que monta a banda Beck – e é esse o nome do anime onde Maho pode ser encontrada.

Em anime são 26 episódios, focados principalmente em Koyuki, um estudante que sofria bullying até, por um acaso do destino, conhecer Ryuusuke ao tentar salvar seu cachorro da maldade de uns outros rapazes. Acaba entrando no mundo da música, em que Maho é parcialmente envolvida – ela canta, mas seu sonho é trabalhar com cinema. Eles acabam formando um par romântico, mas ainda assim a relação dos dois é bastante peculiar.

Criado inicialmente como mangá, “Beck: Mongolian Shop Squad” também tem sua versão em live action e anime, e são relativamente fáceis de se encontrar na web. Pra encerrar, fica aí um trechinho da Maho cantando com o Koyuki:

 

 

Marta Preuss, editora assistente e capitã de nave estelar de coração

Quando falamos em Star Trek, muita gente prepara os phasers e começa a gritar “Picard é melhor que o Kirk!”. Tem até sites que mostram mais de 100 motivos de porque o capitão de “Star Trek: Next Generation” é melhor que o de “Star Trek: Original Series” (http://www.netjeff.com/humor/item.cgi?file=PicardBetterThanKirk) . Meu personagem favorito continua sendo o Kirk, não me importo com mais nada.

Kirk é aventureiro. Ele corre sempre contra as regras. Ele rege a Enterprise com o coração. É um capitão humano, muito humano. Ele se mete nos problemas e sempre faz o trabalho braçal. Ele manda. E pronto. Porque ele é o Kirk, ele pode.

Além disso tudo ele pegou toda população feminina desse quadrante da galáxia – inclusive as que queriam ficar com seu primeiro oficial de ciências, sr Spock. É muito charme para um capitão só. Em seus extremos, assim como ótimo amante é também um exímio lutador, como vocês podem ver a seguir:

 

 

Amer H – Redator de cinema e cirurgião de coração

Slappy Esquilo! A mais desnecessariamente violenta personagem de todo o elenco de “Animaniacs”.

Como personagem, Slappy é uma referência brilhante aos antigos desenhos animados, tanto da Warner quanto da Hannah Barbera, que para os padrões politicamente corretos da atualidade, são extremamente violentos. Slappy sempre encontra a saída mais agressiva possível para qualquer situação, e como qualquer pessoa orgulhosa dos velhos tempos, ela não faz a menor questão de mudar seus hábitos.

E como boa parte do elenco de “Animaniacs” era atemporal, a personagem poderia funcionar bem em qualquer época ou situação, o que dava aos roteiristas da série uma liberdade incrível para criarem momentos hilários com ela.

Como por exemplo, quando ela foi para o festival de Woodstock com seu sobrinho Skippy e envolveu-se em um momento do tipo “quem é o homem da primeira base” com o menino, ao perguntar qual era a banda que estava tocando.

Era o “Who”.

Esta é uma piada que infelizmente, perde toda a graça se for traduzida. Mas que vale cada segundo para quem entende inglês, graças ao tempo cômico impecável dos dubladores e o carisma dos personagens.

 

 

Leonardo Teixeira, Editor do POP Games

Não há muito o que dizer sobre meu personagem escolhido da semana, certo? John Constantine é um ícone dos quadrinhos, e um dos mais importantes personagens a alavancar a popularidade dos comics britânicos no início da década de 80. Mas meu gosto por este punk rocker/mago/detetive tem a ver com algo bem mais pessoal do que mera história. Há este perfil que sempre me fascinou em livros, quadrinhos, vida real ou seja lá o que for: o “underdog”, o cara que não presta pra nada, deslocado socialmente, marginalizado pela maior parcela da sociedade, mas repleto de potencial – pense em personagens de escritores como Bukowski, Kafka e Hunter Thompson e você vai ter uma ideia do que estou falando.

Constantine pode não ter collants exuberantes ou super-poderes – além de um humor afiadíssimo típico britânico e o raciocínio rápido – mas são dele as histórias que mais me cativaram na adolescência: havia sempre um grande mal a ser derrotado, mas Constantine se via às voltas com um mundo repleto de problemas reais, como tráfico humano e abuso de drogas. E, claro, ele era um cara normal: não era incomum ver quadros do personagem escovando os dentes, tomando banho, ajeitando a sobrecassaca e, mais importante, cometendo erros bisonhos e sendo um canalha de primeira.

Em uma de suas mais recentes histórias, Constantine, trabalhando para um chefe do crime decadente preocupado com visitas de sua filha morta, usa o cadáver da guria para assustar um capanga, manda a menina para o inferno e, ainda por cima, usa a grana do trabalho para quebrar a banca em um cassino – por incrível que pareça, a conclusão desse arco é um dos mais bonitos momentos que já li em um HQ. Por essas e outras, Constantine e sua dualidade formam uma das mais interessantes personas fictícias a sair da terra da Rainha (sim, mais do que Hércule Poirot e Sherlock Holmes – e, se eu não me engano, Constantine chega a chutar a bunda de um deles em certa altura do campeonato, mas posso estar errado)!

Onde encontrá-lo?

Constantine é protagonista da série Hellblazer e também faz pontas em outros quadrinhos da Marvel. O personagem foi adaptado aos cinemas em “Constantine”, de 2010

 

 

Leonardo Almeida, Redator do POP Games e fã de Charles Bronson de coração

Um dos meus personagens preferidos de todos os tempos é Paul Kersey, interpretado pelo ator Charles Bronson na série de filmes “Desejo de Matar”. Diferente de outros heróis de ação, Kersey é um simples arquiteto até o momento em que uma gangue ataca sua família, lhe tirando sua mulher e deixando sua filha em estado vegetativo.

Apesar da série ser conhecida pelos massacres dos últimos filmes, o primeiro longa metragem mostra um Kersey confuso, que hesita em se vingar daqueles que acabaram com sua família.
O filme é baseado em um livro, e o drama faz todo sentido na obra. Kersey não vê a morte como solução de nada, e sabe que não tem como recuperar sua família. Ele tenta resolver a situação através da lei, e quando percebe o quanto o sistema não funciona, hesita até decidir fazer justiça com as próprias mãos.

Ainda assim, a maneira como ele mata os bandidos nunca é glorificada ou fácil. Kersey se hospeda em um hotel no lado barra pesada da cidade e passa boa parte do filme evitando usar uma arma, atacando o primeiro bandido com um punhado de moedas dentro de uma meia.

Durante toda sua vingança ele questiona o quanto está correto, e apesar de nos filmes posteriores se tornar um ícone das frases de efeito, no primeiro longa é apenas um sujeito comum em situações incomuns.

Fabio Zonatto


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Queria ter nascido um Predador ou um samurai, mas não obteve sucesso nestas metas. Hoje é um redator gamer formado pela academia 8 bits de letras digitais, além de apaixonado por heavy metal, WWE, TNA, nerdices aleatórias e refrigerantes sabor noz-de-cola. Nas horas vagas, desbrava os confins de Azeroth.