Mais que apenas dobraduras de papel – origamis podem representar o desejo silenciado de uma jovem inocente.

Se a primeira nota de hoje rememorava a Segunda Guerra Mundial e suas atrocidades (ainda que mostrada de maneira mais amena), a nossa próxima vem para nos lembrar que, mesmo após o fim do conflito, vidas são alteradas – e para sempre.

A hibakusha (vítima da bomba atômica de Hiroshima) Sadako Sasaki – bem como centenas de outras vítimas – nunca mais foi a mesma após o fatídico dia da tragédia. Após saber de uma amiga sobre a lenda japonesa de que aquele que conseguisse dobrar mil grous de origami (aquela pequena ave de papel, por nós tão conhecida) teria direito a um desejo, a jovem começou a dobrá-los incessantemente, dia após dia.

Seu desejo era um só: curar-se das marcas que a tragédia havia deixado nela, fazendo com que ela voltasse a ser feliz e ter uma vida normal. Ela não conseguiu realizar o feito, tendo feito menos de 700 destes grous antes de sua morte.

E nos dias de hoje, uma artista conhecida como Mademoiselle Maurice engajou-se em um projeto pessoal que pretende ser uma homenagem a jovem Sadako, tendo criado espaços urbanos nos quais montou verdadeiras obras de arte com origamis de cores vívidas e belas:

As vezes, a arte é para se expressar, para fincar um ponto de vista. Mas neste caso, ela vem dar voz a um desejo – um simples desejo – feito por uma garota que não teve culpa alguma do que lhe ocorreu. Uma garota que partiu sem ter realizado seu simples desejo: o de superar e ser feliz.

Fonte

Fabio Zonatto


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Queria ter nascido um Predador ou um samurai, mas não obteve sucesso nestas metas. Hoje é um redator gamer formado pela academia 8 bits de letras digitais, além de apaixonado por heavy metal, WWE, TNA, nerdices aleatórias e refrigerantes sabor noz-de-cola. Nas horas vagas, desbrava os confins de Azeroth.