“A banda mais quente do mundo” já foi muito além da cena musical.

Máscaras, roupas de couro, baixo em formato de machado, sangue espirrando e toneladas de fogos de artifício – tudo isto é nada menos que o KISS – banda de rock setentista que até hoje esta na estrada, após inúmeras mudanças em sua formação.

Hoje, sexta-feira 13 de julho, nós comemoramos o “Dia Mundial do Rock”. Muitas vezes o rock e a nerdice caminham de mãos dadas e eu não fui exceção a esta regra. Como nerd e geek que sou, também posso conclamar ser um orgulhoso “headbanguer” (ou “roqueiro” no dito popular mesmo) – e o mais bacana é que me tornei nerd após ter começado a curtir rock, lá nos idos de 1998 e justamente com o KISS!

Por isso, hoje no Blog POP Nerd & Geek nós relembraremos a história desta banda-fenômeno do mundo do rock nos quadrinhos!

Com seus alter-egos, o KISS sempre teve todos os elementos para se dar muito bem nas bandas desenhadas. Com cada um tendo um personagem com temática diferente, com suas indumentárias e cores próprias, a banda poderia muito bem se passar como um grupo de super-heróis (ou anti-heróis, como estão sendo representados nos quadrinhos atuais). E isto foi concretizado pela primeira vez em 1977.

Nada menos que a Marvel produziu uma edição especial trazendo os roqueiros na capa com uma história especial. A própria banda encarregou-se de fazer toda a publicidade sobre a obra, e ainda chegou ao extremo de doarem sangue para que este fosse despejado e misturado a tinta vermelha das máquinas de impressão da Marvel. Tal edição hoje em dia é item valioso de colecionador. Apenas dois anos mais tarde, em 1979, outra edição foi lançada também pela editora casa dos Vingadores, mas desta vez com bem menos cobertura da imprensa.

Se em ambos os casos anteriores, o KISS era tratado como um grupo de defensores da justiça que “salvavam o dia”, uma faceta bem mais obscura e adulta surgiria muitos anos mais tarde, em 1998, quando a arte e roteiros chegaram à editora Image – a casa do Soldado das Trevas Spawn.

Aqui, cada personagem tornou-se uma espécie de deus pagão com superpoderes fenomenais. Paul Stanley tornou-se “The Starbearer – Prince of Hearts”; o linguarudo Gene Simmons assumiu a forma de “The Demon – Lord of the Wasteland”; Ace Frehley deixou de ser apenas o “Space Ace” para tornar-se “The Celestial – Scion of the Cosmos” e por fim, Peter Criss – o “Catman” – aqui ganhou a forma de “King of Beasts – Lord of the Hunt”. Juntos, eles eram conhecidos como “Four Who Are One” (“Os Quatro que são Um”, provavelmente em menção a música “We Are One” do CD “Psycho Circus”, lançado em 1998).

 

Com muito mais violência e mostrando cenários decadentes, como as sarjetas da cidade grande (como era em Spawn), o quarteto de divindades cuidava para que tudo permanecesse em perfeito balanços e que justiça fosse feita contra os ímpios. As histórias nesta nova fase eram escritas por Brian Holguin e a arte contava com diversos nomes que atuavam aos poucos, como Angel Medina e Clayton Crain. Para finalizar a parte gráfica – chocante e profunda – as publicações contavam ainda com Kevin Conrad como colorista. Na Image, “KISS: Psycho Circus” contou com 31 edições.

Findada mais uma era, em 2002 era a vez dos agora deuses desembarcarem na Dark Horse Comics para mais uma temporada nos quadrinhos. Agora, com textos de Joe Casey (roteirista de “X-Men”), a premissa foi mantida, embora tenha ficado bem menos pesada (visualmente falando) que na passagem pela Image Comics. A arte ficou por conta de Mel Rubi e Derek Fridolfs.

Na Dark Horse, “KISS” teve 13 edições – cada uma com duas capas: uma desenhada e outra trazendo fotos reais dos músicos. Clique aqui para conferir uma destas edições no site da própria Dark Horse.

 

 

Dentre todas as passagens, a pela Image foi a que mais agradou-me pela arte e histórias. Mesmo para quem não é fã da banda, vale a pena conferir estes quadrinhos!

Abaixo, algumas artes e suas respectivas fases descritas:

 

 

Espero que tenham curtido a nossa homenagem nerd ao “Dia Mundial do Rock”!

Stay Metal! Forever!

 

Fabio Zonatto


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Queria ter nascido um Predador ou um samurai, mas não obteve sucesso nestas metas. Hoje é um redator gamer formado pela academia 8 bits de letras digitais, além de apaixonado por heavy metal, WWE, TNA, nerdices aleatórias e refrigerantes sabor noz-de-cola. Nas horas vagas, desbrava os confins de Azeroth.