Card Game da Semana

Finalmente, eu me atrevi a falar sobre o mais cult dos card games…
Eu relutei um bocado antes de escrever este especial, e o motivo principal disto foi por saber que o tempo para se falar sobre o assunto é sempre demasiado curto. Mas não dá pra negar: chegou a hora!
Esta semana, finalmente vamos falar sobre este card game que é esta mais que enraizado na cultura nerd. Um jogo que é odiado por muitos e amado pelo dobro de pessoas – o irresistível Magic!
“O lendário duelo dos magos em Dominária”
“Magic the Gathering” é, quase sem medo de estar errado em tal afirmação, o card game de estampas colecionáveis mais famoso e prestigiado do mundo. Um dos primeiros a trazerem temáticas de monstros fantásticos, guerreiros, magos e terras mágicas advindas do mundo dos RPGs medievais, hoje o jogo pode dizer que já criou coleções com temas de várias culturas diferentes: entre européias, orientais, árabes entre muitas outras. Só faltou uma coleção com temática brasileira.
Inicialmente (e até hoje, se desconsiderármos as centenas de novas habilidades – já falaremos sobre estas), o jogo tinha uma temática extremamente simples: derrotar seu(s) oponente(s) zerando-lhe os pontos de vida, ou fazer com que o(s) oponente(s) fique(m) sem cartas para sacar de seus decks.
Estes decks são os baralhos de cada jogador, onde estão suas cartas de terrenos, magias, artefatos entre outros tipos. São como se fossem o livro de magias de um mago poderoso – e com você neste último papel.
A mecânica básica não é tão complexa: o jogo é dividido por turnos (a vez de cada jogador). Em seu respectivo turno, o jogador compra uma carta de seu baralho e então pode realizar feitiços, invocar criaturas (guerreiros e monstros) para atacarem seus inimigos e protegem-no de ataques destes, entre outros efeitos. Mas tudo depende da quantidade de terrenos que este tem em jogo.
Os terrenos são as cartas que servem como “combustível” para que as magias e criaturas possam ser baixadas na mesa. Cada carta de terreno provê um ponto de “mana” (nome dado a esta força mágica e termo que os nerds já estão mais que familiarizados). Para que uma mágica ou criatura seja feita ou invocada, basta que o jogador possua uma quantidade de mana suficiente entre suas fontes que cubram-lhes o custo de execução (descrito no canto superior direito de cada carta).

Cada jogador começa com 20 pontos de vida, os quais podem ser aumentados durante uma partida por meio de efeitos especiais, não havendo um limite de pontos possíveis de serem ganhos (pelo menos na regra geral). Se em qualquer momento um jogador atinge o zero ou qualquer número negativo em seu marcador de vida, ele é derrotado. O mesmo acontece se este não tiver mais cartas para sacar no início de seu turno – o saque é obrigatório e, se não for possível pelo esgotamento do deck, significa a derrota daquele jogador.
Mecânica explicada, saiba um pouco mais à seguir sobre as características específicas de Magic the Gathering.
A mais importante deles é que o jogo é dividido em cinco cores distintas. Estas cores regentes são as que devem ser escolhidas quando um jogador monta seu baralho de jogo, pois cada uma delas tem um significado distinto e provê efeitos diferentes:

Branco: a cor que representa a vida e os céus. Pode proteger bem os pontos de vida de seus magos, bem como pode aumentá-los. Seu tipo de terreno gerador de mana são as planícies, e seu símbolo é o Sol.

Preto: rival direto do branco, o preto representa a morte e a escuridão. Tem boas habilidades de descartar cards das mãos dos inimigos, bem como trazer de volta a vida monstros mortos em combate. Seu terreno são os pântanos e seu símbolo é uma caveira.

Azul: representa a sabedoria e os mares. Sua principal virtude é anular mágicas inimigas, impedindo-as de realizarem seus efeitos. A compra de cards também é uma forte característica desta cor. Seus terrenos são as ilhas, e a cor é representada por uma gota d’água.

Vermelho: é regido pelas chamas e pelo caos. Sem dúvida, sua maior força está no dano direto aos pontos de vida inimigos por meio de magias como trovões e meteoros flamejantes. È o rival direto da cor azul. Seus terrenos são as montanhas, e seu símbolo é o de uma labareda.

Verde: representa a harmonia e a natureza. O verde foca-se nas criaturas, podendo criar manadas delas, todas com grandes forças para esmagar os inimigos em combate. Seus terrenos lógicamente são as florestas, das quais também vem o símbolo desta cor – uma árvore.

Além das cinco cores, também há os artefatos. Estes são considerandos incolores e compostos por geringonças, autômatos, robôs, golens constructos, maquinários dos mais diversos e armas em geral. São como ferramentas, que podem ser utilizadas em conjunto a qualquer outra cor.
Ufa, quanta informação! Mas Magic the Gathering é tudo isto e muito – muito – mais mesmo.
Criado pelo ex-professor de matemática americano Richard Garfield, o jogo chegou ao comércio em 1993 pela famosa Wizards of the Coast. Desde então, novas coleções continuam a serem lançadas. Hoje, o card game conta com muito mais de 10 mil cards, dentre os quais temos verdadeiras lendas que podem atingir um valor de marcado exorbitante. Exemplos são os cards “Ancestral Recall” e “Black Lotus”
Aqui, exemplos de cards:
Por fim, vale lembrar que hoje em dia existem várias novas mecânicas, como cards que chegam a serem de duas cores ao mesmo tempo, que podem não terem cor alguma e não serem artefatos… portanto, se você esta iniciando, pegue leve e tente jogar com os cards mais antigos. Claro, amigos jogadores são os mais indicados como instrutores, mas informação na internet também é valida. Sempre vá de leve, e vá avançando devagar!
Por esta semana e fico por aqui. Espero que o especial sobre Magic não tenha deixado a desejar! Críticas e comentários são sempre bem-vindos, não se esqueçam.
Até a semana que vem, com mais um board game!
Fabio Zonatto
Queria ter nascido um Predador ou um samurai, mas não obteve sucesso nestas metas. Hoje é um redator gamer formado pela academia 8 bits de letras digitais, além de apaixonado por heavy metal, WWE, TNA, nerdices aleatórias e refrigerantes sabor noz-de-cola. Nas horas vagas, desbrava os confins de Azeroth.
















