Board Game da Semana

Para os fãs de Sherlock Holmes!
Já falei aqui sobre alguns dos mais clássicos jogos de tabuleiros de nossa cultura pop. E um dos que ainda não figuram nesta lista é o clássico “Detetive”, o qual fez a minha alegria, a de meus amigos do colégio e de muitos outros.
Bom, está na hora de consertar este erro!
Como já entreguei logo de cara o jogo desta semana, vamos cortar o papo furado e irmos direto ao assunto – afinal, temos um assassinato para desvendar!
Será que foi o mordomo?
“Detetive” é um jogo que estimula seus instintos investigativos enquanto o faz ponderar sobre diversas possibilidades diferentes. A história, porém, é bem simples e tem um objetivo bem específico: os investigadores (você e seus amigos) estão em uma grande mansão onde um assassinato aconteceu. A missão aqui é descobrir, dentre uma lista de suspeitos fornecidos pelo jogo, qual deles teria matado a vítima fictícia, qual arma teria usado para dar cabo da tarefa e em qual dos cômodos da luxuosa residência isto teria acontecido.
Contamos para isto com algumas cartas específicas retratando os suspeitos, as possíveis armas utilizadas e cada um dos cômodos da mansão. No início da partida, três cartas são guardadas dentro de um envelope especial: estas são correspondentes ao verdadeiro assassino, a arma que ele usou e o cômodo onde ele assassinou a vítima (ou seja, desde o início já temos uma resposta para o mistério). As demais cartas são igualmente distribuídas aos jogadores detetives. Segue-se então uma série de observações feitas pelos investigadores, onde palpites vão sendo dados e desmentidos conforme as suposições dadas pelos participantes estejam nas cartas possuídas pelos demais jogadores (significando não serem as corretas para a resolução do mistério).
Assim que acha ter certeza de suas escolhas, algum jogador pode declarar em voz alta seu acusado, a arma que teria utilizado e onde na mansão ele teria cometido o crime. Após a acusação ser feita, este jogador pega o envelope onde estão contidas as respostas, o abre e observa sozinho as três cartas ali contidas. Se alguma de suas declarações mostrar-se errada, o jogador é eliminado do jogo (não importando se tenha acertado dois itens e errado somente um). Ele não revela as cartas a mais ninguém nem o que acertou e o que errou. Se por outro lado ele acertar criminoso, arma e local, é imediatamente declarado o vencedor do jogo.

Como muitos outros jogos pop, “Detetive” também teve versões com temáticas variadas (a dos Simpsons e a de “Family Guy” são dois bons exemplos), ou mesmo com alterações no tabuleiro, como o que reproduz uma pequena cidade e mostra lugares como Prefeitura, Hospital, Escola etc. ao invés de passar-se apenas em uma mansão.
Por aqui, temos ainda uma outra opção chamada “Clue” – o mesmo jogo, só que lançado pela Hasbro (“Detetive” é produzido pela Brinquedos Estrela). Pode-se dizer que o “Clue” é a versão original do jogo (mesmo caso que em “Monipoly” e o brasilero “Banco Imobiliário), tendo a Estrela adquirido licenças para lançar o jogo no Brasil.
À seguir, algumas de suas versões:
Seja lá como for, é aconselhável que “Detetive” seja jogado por, no mínimo, três pessoas (embora ele pode de fato ser aproveitado ao máximo quando jogado em cinco jogadores). Se você e seus amigos gostam de seriados investigativos como “Monk” e “CSI” e também de leituras como os mistérios de Edgar Alan Poe e Sir Conan Doyle, “Detetive” é item necessário para reuniões descontraídas.

Lembrando que a “Mochila do Nerd” deste último sábado trouxe este jogo como uma das dicas de board games que podem ser encontrados pelo Shop POP – não deixe de conferir!
E semana que vem, falaremos sobre mais um bom card game. Até lá!
Fabio Zonatto
Queria ter nascido um Predador ou um samurai, mas não obteve sucesso nestas metas. Hoje é um redator gamer formado pela academia 8 bits de letras digitais, além de apaixonado por heavy metal, WWE, TNA, nerdices aleatórias e refrigerantes sabor noz-de-cola. Nas horas vagas, desbrava os confins de Azeroth.

















O jogo é muito legal, tenho no meu armário a versão clássica na caixa original, que era da minha mãe quando ela era criança