Pooode ficar tranquilo: trata-se apenas da nossa coluna de “banda dos sonhos”, que mesmo que muitas vezes não tenha absolutamente nada de “sonho”, junta artistas num grupo imaginário.

E se, dessa vez, uníssemos Caetano Veloso – mundialmente conhecido, admirado, famoso – a Wagner Moura, que trabalha principalmente como ator e recentemente causou polêmica ao participar do tributo à Legião Urbana?

Seria, praticamente, juntar a experiência com o que por enquanto é um cantor musicalmente imaturo.

Não estou aqui para falar mal de Wagner Moura nem para exaltar Caetano: o fato é que Caetano, realmente, está no ramo há tanto tempo, em tantos lugares e com tantas músicas, que se fosse um mau músico não teria nem chegado ao estúdio, dada a época em que começou. Hoje em dia, difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido, por exemplo, “Sozinho” (e se você ainda não tinha ouvido, pode aproveitar esse momento):

Wagner Moura não é bem assim.

Como ator desde 1996 e tendo ganhado vários prêmios nessa área, formou a banda “Sua Mãe” antes disso – em 1992 – mas acabou deixando o projeto um pouco de lado para cuidar da carreira nas telas. Voltou com o grupo em 2008, mas mesmo assim, a banda infelizmente não traz nenhuma honra ou prêmio na bagagem. O ator não chega necessariamente a “cantar mal”, mas as músicas com sua banda também não exigem muito , sem variações muito grandes no tou ou outros floreios vocais:

Uma junção desses dois seria uma ótima experiência, pelo menos para Wagner Moura. Mas, será que ambos superariam a diferença de estilo? Talvez, esse fosse o aprendizado para Caetano – mesmo que ele não seja assim tão contra estilos mais, digamos, ‘contamporâneo’.

No fim, ficamos apenas curiosos.

Laís Preuss


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