As criancinhas com cinco anos de idade já não viveram na época de uma das duplas nacionais de maior sucesso de todos os tempos, mas você, leitor, provavelmente ainda se lembra de “Maria Chiquinha”, “Splish-Spash”, “Dig-Dig-Joy”…

…Não? Fui muito longe? “Discutível Perfeição” e “Replay” podem ter sido a trilha sonora dos mais novos, assim como dos que acompanharam a dupla desde o fim de 1989 até 2007, quando anunciaram sua separação.

“Qui cô cê foi fazê no mato, Maria Chiquinha?” deve ter sido um dos refrões que eu mais ouvi em minha infância. Foi praticamente a canção que lançou a dupla, no programa Som Brasil, quando Sandy tinha uns seis anos e Júnior tinha de algo em torno de quatro.

O primeiro disco da dupla mirim (“Aniversário do Tatu”) pareceu em 1991, já vendendo 300 mil cópias. Os que vieram em seguida marcaram a mudança do sertanejo para um “pop/ romântico”, inicialmente com um toque de ‘jovem guarda’. Dessa época, volta no tempo élembrar de ‘Splish-Splash’ e ‘Coça-Coça’.

Entre 1994 e 1997, já surgiram boatos de separação da dupla. O principal motivo era que os dois, crescendo, poderiam não manter mais o sucesso inicial – só que aconteceu justamente o contrário. Nessa época que veio “Dig-Dig-Joy”, “Era uma vez…” e atéo convite de Andrea Boccelli para que Sandy, com 15 anos na época, cantasse com ele.

Nos próximos anos, Sandy fez outros trabalhos sem o irmão e os dois começaram a se firmar nas telas também, participando de filmes e seriados. Em 1999, lançaram “As Quatro Estações”, com música na novela das seis, música na novela das nove, música tocando repetidamente em tudo que é canto. Que tal ouvir de novo agora?

A apresentação no Rock in Rio 3 e o início da carreira internacional foram alguns dos pontos altos dos anos seguintes, sendo que Sandy se firmou um pouco mais que Júnior na televisão, sendo protagonista da novela “Estrela Guia”. O príodo antes do anúncio da separação dos dois foi marcado por diversas parcerias com outros músicos, turnê internacional e alguns discos que marcadam grandes mudanças no som da dupla. Um deles foi “Sandy e Júnior2006”, com a canção “Discutível Perfeição”, que causou certa polêmica pelo desabafo de Sandy ao dizer que ela não é ‘tão perfeitinha assim’. Outra faixa que fez bastante sucessonessa épocafoi “Replay”, aqui do ladinho também:

Foi então que anunciaram o fim da dupla, em 2007. Fizeram, por um ano, uma turnê de despedida e enfim cada um foi para seu canto. Júnior já tinha a banda “Soul Funk”, e emendou na “Nove Mil Anjos” quando as atividades com a irmã foram interrompidas. Esse grupo também teve fim, e atualmente, além de trabalhar como produtor musical, “Junior Lima” virou “Dexterz” em um projeto de música eletrônica com Julio Torres e Amon Lima. Esse aqui é um exemplo do som do trio:

Sandy, porém, só veio a lançar um disco novo em 2010. “Manuscrito” conquistou o certificado de Platina com 150mil álbuns vendidos.

Certamente o fim da dupla marcou o fim de uma etapa na vida de muitas pessoas que acompanharam a carreira dos dois. Porém, tudo chega ao fim, e eles conseguiram interromper seu trabalho juntos deixando o ‘nome’ da dupla como uma boa recordação para esses que cresceram ouvindo. Quem sabe, algum dia, eles não acabam se apresentando juntos de novo? Nostalgia é isso aí!

Laís Preuss


facebooktwittergoogle pluslinkedin