Em sua primeira edição no Brasil, o festival ocorreu sem maiores problemas, com bastante organização, poucas filas para banheiro e comida, e até cadeiras livres para descansar um pouco entre os shows.

Nos dois dias de evento – sexta feira e sábado – foram reunidos cerca de 30 mil pessoas. Com cerca de 2.000 a mais no sábado do que na sexta feira, muitos fãs e amantes da música eletrônica apareceram para curtir tanto os DJs mais populares como aqueles não muito conhecidos por aqui, mas que já conseguem juntar um bom grupo de seguidores.

No primeiro dia, o Kraftwerk (substituindo Björk) apareceu com um incrível show em 3D, entregando os óculos especiais para a plateia. Na setlist, músicas que deixaram a banda famosa, como ‘Autobhan’, ‘Radioactivity’ e ‘The Robots’. Além da banda alemã, Emicida e Criolo também marcaram presença.

Cee Lo Green, uma das atrações mais aguardadas, subiu ao palco no sábado, animando o público com músicas como ‘Fuck You!’ e ‘Crazy’. Nesse segundo dia de evento, também apareceram Mogwai, James Blake e Justice.

Um ponto interessante do festival foi a infraestrutura do lugar, que merece elogios. Acesso ao local e estacionamento fáceis, poucas filas para comer, beber e usar os banheiros, totens para carregar celulares, espaço de sobra para quem visitou o local, sem apertos. Com a distância entre um palco e outro, os shows simultâneos não se ‘embolavam’ no meio do caminho e, enquanto não dava para ouvir muito bem os shows a céu aberto, aqueles que aconteceram no auditório contaram com uma fila enorme pra entrar, já que comida não era permitida lá dentro – apesar da boa acústica.

Os dois dias de evento contaram com um clima dançante e um clima tranquilo (animado pelas batidas dos DJs). Pelo menos uma pessoa foi presa por roubo de celulares, mas mesmo assim, esse foi um dos eventos mais organizados e ‘confortáveis’ do ano.

Laís Preuss


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