Rock pode gerar preconceito?

A Universidade de Minnesota conduziu um estudo, um tanto quanto polêmico, que sugere que ouvir rock comercial pode tornar as pessoas racistas. Bruce Springsteen e White Stripes são dois exemplos do que a pesquisa concluiu que pode fazer a pessoa criar preconceito.
O estudo funcionou assim: alguns pesquisadores informaram a 138 alunos que eles fariam parte de uma pesquisa para direcionar os fundos monetários da faculdade entre diferentes grupos étnicos. A partir daí, os alunos foram divididos entre algumas salas, que tinham diferentes músicas sendo reproduzidas, e depois de uns sete minutos de espera, foram preenchidas as fichas sobre as cotas da faculdade.
E o resultado foi o seguinte: os alunos brancos que ouviram rock’n’roll (estilo Bruce Springsteen e White Stripes) favoreceram outros alunos brancos, enquanto que os estudantes que ouviram música pop (como Akon e Gwen Stefani) dividiram as cotas igualmente. O resultado mais alarmante foi o da sala que ouviu Skrewdriver and Bound For Glory, bandas white-power racistas, e quiseram 40% dos fundos voltados para outros estudantes brancos, enquanto o resto foi dividido em diersas porcentagens entre os grupos étnicos.
Para Heather LaMarre, professora assistente de jornalismo e comunicação social da universidade, “O rock é geralmente associado aos estadunidenses brancos, então acreditamos que ele leve os ouvintes brancos a pensar em sua associação positiva com seus próprios similares” e a professora adjunta Silvia Knoblock-Westerwick adicionou: “A música tem muita força em nossos pensamentos e ações, mais do que nós reconhecemos, por muitas vezes. Ela tem o poder de reforçar nossas influências positivas em relação ao nosso próprio grupo, e por vezes tendências negativas sobre os outros.”
O resultado foi esse, mas talvez seja bom pontuarmos alguns detalhes dessa pesquisa: ela foi feita nos Estados Unidos. A maioria dos estudantes era caucasiana. Pelo que foi divulgado, não fica claro se a música já estava sendo reproduzida nas salas – ou seja, se os alunos escolheram a música que preferiam ouvir. E, um os pontos mais curiosos: sete minutos é o suficiente para fazer uma lavagem cerebral e tornar a pessoa racista?
Certamente, determinados grupos adaptam “trilhas sonoras” para atitudes e conceitos degradantes. Mas dizer que a atitude negativa é causada pela música, acho um pouco de exagero.















Sendo assim se tocasse rap,o fundo iria mais pros negros, tocando Madonna iria pros gays, funk iria pros cariocas, ana carolina pra lésbicas….sem fundamento essa pesquisa.O ser humano é preconceituoso ,independente do gosto musical….aliás adoro rock.