Se você tem menos de 12 anos, peça autorização de seus pais para ver os vídeos. “Recomendamos ao leitor o uso de critério”.

Mas, se você é maior de idade: baba, baby!

Depois de falar sobre Wanessa Camargo, eu precisaria falar algo tão grandioso quanto, e resolvi falar dela: Kelly Key! Ok, acho que isso é o equivalente a xingar a Wanessa… Até que a Kelly não canta tão mal depois do auto tune. Mesmo que ela tenha conseguido “verba” para dar início à carreira graças ao casamento com o Latino, mas isso é detalhe.

Por seu próprio esforço (e beleza), logo criança, aos sete anos, entrou para uma agência de modelos. Fez aulas de dança, teclado, canto, jazz e teatro, e aos 14 anos ganhou um concurso que elegia a mais bela jovem do Rio de Janeiro. Estreou em rede nacional aos 15, no SBT, e conheceu Latino nos bastidores. Foi pra baixo do edredom e se casou aos 17, grávida de sua primeira filha, Suzanna.

Começou a usar o sobrenome artístico “Key” de chave, mesmo – “chave para o sucesso” (haja estilo, hen!) – e passou a enviar fitas demo para diversas gravadoras, sendo recusada por muitas delas devido seu estilo. A Warner Records acabou contratando a jovem, que lançou “Escondido” como primeiro single.

Dá-lhe auto tune! A voz dela me soa um pouco parecida com a da Eliana… Mas, voltando ao assunto, ‘Escondido’ não se saiu muito bem nas paradas. Então, gravadora e cantora lançaram o segundo single, do qual os adolescentes e jovens dos anos 2000 devem se lembrar: “Baba”.

Sucesso entre as piriguetes da época e terror nos tribunais: muitos juízes ficaram em maus lençóis quando a música foi usada pela defesa em casos de relacionamentos entre maiores de idade e menores de 14 anos.

O terceiro single de sua carreira foi “Anjo”, de 2002 e um pouco ‘mais comportado’:

Depois de “Anjo”, sua próxima música de sucesso foi “Chic, Chic”.

(Essa música faz parte da trilha sonora de ’Cheias de Charme’?) Depois, veio “Por Causa de Você”. A canção é um pouco mais madura, sobre um relacionamento conturbado, e foi o primeiro single de seu DVD ao vivo e uma das 30 mais tocada nas rádios em 2004.

Seu próximo sucesso, “Você é o Cara”, teve uma grande diferença dos outros discos: de cabelo menos claro e gravadora nova, Kelly Key trouxe uma música mais ‘pé no chão’ para alguém que já saiu dos 16/17 aninhos.

Para encerrar, uma amostra mais recente do trabalho de Kelly Key. Depois de 2009, rompeu o contrato com sua então gravadora Som Livre, e seu público alvo mudou de adolescentes/ jovens que ouvem as rádios mais populares para um público alternativo e/ou LGBTs.

Trabalhando em parceria com o produtor Mister Jam, gravando no estúdio dele e também contando com suas participações nas faixas, lançou em fevereiro o single “Shaking (Party People)”, que já ganhou o prêmio Triângulo Rosa e promete segurar a carreira de Kelly Key por mais algum tempo.

Laís Preuss


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