A rainha do pop revoluciona e causa bastante polêmica em seus shows desde o início de carreira: algumas vezes de modo mais intenso e noutras, um pouco menos espalhafatosa.

Dessa vez, a MDNA Tour veio para mostrar tudo: peitchola, bumbum, show de 45 minutos e, claro, não poderia faltar: um grupo religioso tentando cancelar o show. Agora, na Polônia.

Te soa familiar, isso de ‘manifestantes religiosos’? Sim, esse é o ano para grandes shows polêmicos dos maiores ícones femininos do pop: Lady Gaga começou o ano (e sua turnê) com uma revolta popular religiosa por show. Agora, finalmente partindo para regiões menos conservadoras, Lady Gaga cedeu o espaço das polêmicas para Madonna.

Veteranos e católicos da Polônia protestaram, na última quarta feira (1º), contra o show da MDNA Tour que acontecerá em Varsóvia, de acordo com a BBC. A data, simbólica, marca o aniversário da Revolta de Varsóvia, que aconteceu em 1944 quando a cidade tentava impedir (sem êxito) a ocupação nazista.

Desde então, 200 mil mortos são homenageados todos os anos. E o que a Madonna fez para causar tanto alvoroço com os poloneses? Resolveu usar uma suástica no cenário de seu show, colocando o símbolo conhecido principalmente pelo uso dos nazistas na face de Marine Le Pen, líder da Frente Nacional Francesa.

Revoltado, o grupo católico “Krucjata Mlodych” (“Cruzada da Juventude”) começou a campanha “Don’t Go See Madonna”, em que 50 mil pessoas (conforme informaram) já combinaram de boicotar o show.

O grupo alega que os integrantes têm se ofendido com as imagens utilizadas por Madonna, que fazem referência ao catolicismo (como uma cruz pegando fogo e uma coroa de espinhos),e o clássico protesto de que a cantora promove a “pornografia e o desvio sexual”.

Tentando acalmar a situação, a Live Nation, produtora do evento, concordou em passar um vídeo com os acontecimentos de 1944 antes do início do show.

Laís Preuss


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