Fãs do metal, brace yourselves. Paul Bruce Dickinson está completando 54 aninhos e é cantor, compositor, piloto, historiador, esgrimista, locutor de rádio, autor, roteirista e, inicialmente, diretor de marketing. Mas nada disso importa: o que importa é que ele é o vocalista do Iron Maiden, mesmo.

E não precisa de cabelo comprido para isso.

Imagine o jovem Dickinson no auge de sua juventude como vocalista do ‘Samson’, lá atrás em 1980, e um pouco antes disso como vocal no ‘Speed’. Essa fase não durou muito, até ingressar no Iron de 1982, época do Number of the Beast.

Com a ‘donzela de ferro’ desde ‘82 (até 1993, e em seguida de 1999 até hoje), Bruce marcou tanto sua própria carreira quanto a da banda. O início do vocalista no grupo marcou os ‘anos dourados’, e é claro que tem vídeo disso:

A primeira fase de Bruce no Iron durou até o “Fear of The Dark”, quando a banda precisou passar por algumas mudanças com os membros, e até a voz de Dickinson havia mudado, o que, apesar de natural, poderia incomodar alguns fãs. Comparando o vídeo anterior (um dos primeiros shows do vocalista com o Iron) com esse aqui, último dessa primeira fase, nem é preciso prestar muita atenção para perceber a mudança:

A partir daí, focou em sua carreira solo, que havia começado em 1990 com “Tattooed Millionaire” e, com a saída do Iron, teve um disco por ano entre ‘94 e ‘99. Neste último, inclusive, teve uma passagem por aqui e gravou “Scream for Me Brazil”. É o segundo disco ao vivo do músico, que nessa época já havia deixado os metaleirinhos histéricos por ter mostrado que metal não se resume a cabelo comprido:

Quando voltou ao Iron, veio logo com os dois pés no peito lançando ‘Brave New World’, particularmente o que eu mais gosto. A banda chegou a passar pelo Rock in Rio 2001 durante a turnê:

Até o momento, o último trabalho solo de Bruce é ‘Anthology’, de 2006. O lançamento mais recente, porém, é com o Iron Mainden no DVD ‘En Vivo’, trazendo uma apresentação feita no Chile em 2011. Feliz aniversário, Bruce, e “muitos anos de vida”, porque a música atual não vai muito bem das pernas pra poder perder um ícone como esse…

Laís Preuss


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