No dia 18 de maio de 1980, o mundo se chocava com a trágica notícia de que o líder do Joy Division havia se suicidado.

A história de Curtis foi muito mais curta do que deveria. Nascido em 15 de julho de 1956 na Inglaterra, sempre demonstrou mais afinidade às artes do que às demais atividades acadêmicas.

Revolucionário e insatisfeito com a sociedade em que vivia, decidiu ser músico e viver dos palcos após um show dos Sex Pistols, quando tinha apenas 20 anos. Acabou virando vocalista e compositor de uma banda com Bernard Sumner e Peter Hook, que procuravam também um baterista. Assim que encontrado, montaram a Warsaw, e quando perceberam que outra banda tinha o nome parecido, mudaram para Joy Division.

Curtis sofria de ataques epiléticos, e durante as apresentações da banda, dançava num misto de ataque com coreografia. Por vezes, desmaiava, realmente em meio a um ataque, e precisava ser socorrido pela equipe médica do local. Por isso e outras adversidades que o músico já havia passado, muitos começaram a questionar se o tema triste, de dores emocionais e sobre a degeneração humana, não era sobre histórias de sua própria vida.

Ian foi casado, mas traiu a esposa e acabou passando por um divórcio. Muitos acreditam que, atormentado por angústias, culpa pelo divórcio e pressão devido ao crescente sucesso da banda, Curtis tenha decidido se suicidar.

O músico se enforcou na cozinha de sua própria casa, aos 23 anos, com apenas três de uma carreira que iria longe. Mesmo tendo sido pouco tempo na música, foi o suficiente para propagar suas ideias e mudar um pouco a cara do rock, em questão de pensamentos e sonoridade. Até hoje, diversos grupos têm Curtis e o Joy Division como referência na hora de compor.

Prometendo não usar o mesmo nome caso algum membro saísse, os demais integrantes da banda passaram a se chamar New Order. Logo no primeiro disco com a nova formação, uma homenagem ao antigo líder: a faixa “I.C.B” – Ian Curtis Burried (Ian Curtis Enterrado).

Já são mais de 30 anos, mas o legado de um músico tão jovem estampa a história do rock.

Laís Preuss


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