Angra e Almah: uma sem vocal, outra sem baixista

O dia 24 de maio foi bastante triste para os seguidores do metal brasileiro: de manhã, Eduardo Falaschi anunciou sua saída do Angra, passando dar exclusividade para sua outra banda, o Almah. Poucas horas depois, Felipe Andreoli, baixista das duas bandas, publicou que está saindo do Almah e ficará apenas no Angra.
Uma banda é, realmente, uma segunda família que o músico escolhe. No caso de Edu e Felipe, duas famílias estavam sendo compartilhadas: o Angra, fundado em 1991, foi reformulado uma década depois, acolhendo os dois músicos, e em 2006, Edu começou um projeto novo, o Almah. Felipe foi junto, e mesmo reconhecendo que o projeto era do amigo, esteve com ele durante todo o percurso, com a dupla participando das duas bandas ao mesmo tempo – o que deu bastante certo, até.
Tudo ia bem com as bandas, até que Falaschi anunciou ontem, sem muitos detalhes, que estava se desligando do Angra. Considerando que foi ‘a decisão mais difícil de sua vida’, infelizmente o cantor escolheu seguir com outros projetos, mesmo que não tenha revelado se existem outras coisas além do Almah.
“É com um misto de alívio, paz e tristeza que venho declarar que a partir de hoje não sou mais a voz do Angra. Estou saindo da banda, já com muitas saudades de tudo o que construímos juntos, principalmente dos tempos alegres de ‘Rebirth’ e ‘Temple of Shadows’. Jamais esquecerei tudo o que vivemos, desde os bons até os maus momentos, afinal, sempre devemos ver o lado bom das coisas, sobretudo nas dificuldades”, disse em seu comunicado. “Desejo-lhes sorte nos caminhos que decidirem trilhar”.
Kiko Loureiro, guitarrista do Angra desde o começo do grupo (apesar de não ter sido o primeiro) comentou via twitter sobre a saída de Edu:: “O futuro ninguém sabe mas a decisão foi conjunta com o Edu. Chegamos à conclusão que seria melhor nos separarmos. Esperamos apoio de todos.” “Quem acompanhou o Angra nos últimos tempos deve entender a decisão. Acredito que seja por hora o mais sensato.”
E a parceria que existiu por 11 anos entre o vocalista e o baixista foi interrompida: Felipe preferiu continuar a dedicar-se ao Angra, abandonando a banda fundada por Edu.
“A vida acontece em ciclos, e creio ser um erro se ater ao passado e impedir que novos rumos sejam trilhados. A música enquanto arte depende muito de paixão, de uma dedicação quase doentia, e de um bom clima para ser criada. Sendo assim, faz todo sentido que, quando isso não aconteça mais, talvez seja hora de parar e buscar caminhos diferentes, mesmo que naquele momento tudo pareça nebuloso, incerto. Para um grande talento sempre vai existir um caminho”, disse o baixista, em seu comunidado. “Obrigado, Edu, pelos anos que passamos juntos!”
Nos resta agora esperar que eles contrem para o Angra um vocalista que consiga cantar as músicas feitas por Andre Matos *e* as de Edu, e um baixista para o Almah que fique no mesmo nível de Felipe…















