A magia dos sintetizadores

Robert Moog teria completado 78 anos essa semana, e em homenagem a ele, o Google montou um daqueles doodles “tocáveis”, em forma de sintetizador Moog. Peça-chave de muitas músicas dance, pop, techno e às vezes alguns estilos que você nem imagina, até quem não é muito chegado nesses ritmos acaba perdendo umas horinhas se divertindo no tecladinho.
Os sintetizadores fazem exatamente o que você estava pensando: sintetizam, criam sons artificiais. Eles foram criados nos anos 1960, por um cidadão (russo) chamado Kazu Theremin, mas foram popularizados como os conhecemos através de Robert Moog, que acabou dando seu sobrenome ao instrumento.
Inicialmente, como boa parte das invenções tecnológicas, o Moog era grande, pesadão e desengonçado. O primeiro, igual ao da foto aí em cima, foi usado ainda na década de ‘60, por um grupo chamado “The Nice”, e só na década seguinte começou a ficar mais ‘fácil’ carregar e fazer o sintetizador funcionar.
No sintetizador, uma frequência pode ser alterada de diversos modos, com base em conceitos de onda e elétrica. Nos analógicos, os primeiros, essas características eram modificadas principalmente através do atraso e formato de onda: conforme o aparelho reproduz a onda sonora, ela começa a se sobrepor em tempos alternados, passando por diferentes componentes, e resultando no “timbre” desejado.
Depeche Mode, New Order, The Doors, Van Halen e Rush são só alguns do grupos que usam o sintetizador, muito mais claramente visto em música eletrônica, house e club. Forró, tecnobrega… O sintetizador tá praticamente em tudo. Lógico que a criação “evoluiu” conforme o tempo, mas o que importa mesmo é… é que existe um doodle de sintetizador modelo Minimoog. Divirta-se!
















Pois é. Com esta invenção começa a desgraça da música!
Graças a invenções como estas e outras como o baixo elétrico, a bateria eletrica e outras merditas mais…mas que todo mundo acha o máximo que vivemos um período musical históricamente chamado de DECADENTE.
Os músicos deixaram de ser músicos de verdade e o resultado é o que tem-se hoje: muita gente tocando tudo…cantores mil…mas de música não sabem absolutamente nada. É só dar uma partitura na mão desta gente que se mostram iguais a cegos em tiroteio.
Da música popular brasileira então…nem se fale. E, vale a fala de Santa Rita Lee “Ai,ai meu Deus.O que foi que aconteceu, com a musica popular brasileira?”
E fica um recado: dá um tempo galera.Meu ouvido não é pinico!
Ah, discordo um pouquinho, Alexandre…
Do mesmo modo que existem muitos "músicos" famosos que não são músicos de verdade, existem músicos que ficaram conhecidos tocando pagode mas o lance dos caras é, na verdade, jazz, blues, funk (não o carioca, e sim o que nasceu primeiro)…
Entra num lance de saber usar o aparelho. Ver se ele combina com um estilo musical, e se não combinar, nasce um estilo novo… faz parte do crescimento da música, acho válido. Realmente prefiro coisas com som 'natural e analógico' (um bumbo de bateria que é realmente um bumbo, uma guitarra que foi gravada do amplificador, e não que o efeito foi colocado no computador)… Mas a decadência da música vem da cultura do público, que consome música pobre. Acaba sendo a música pouco elaborada que vende e sustenta produtoras e músicos… E "viva" o capitalismo.
Eu vou descordar totalmente do Alexandre.
Me desculpe, mas a "decadencia" que voce cita não é culpa de intrumentos e sim dos "músicos".
Ingenuidade querer jogar a culpa da mediocridade do que ouvimos por aí no pobre do Moog.
Tente tocar um desse depois de sentar num piano.
É muito mais complexo. Requer muito mais estudo. É mais trabalhoso.
A sociedade está vivendo uma fase de simplificar tudo.
Simplifica-se as harmonias, as melodias, os ritmos.
Simplifica-se as letras, os métodos de gravação.
Simplifica-se o uso da tv, do carro, da comida, isso é: de tudo.
Por que você acha que a culpa é do instrumento?
A sociedade quer a simplificação em tudo. Vamos dar à sociedade o que ela quer.
Sou baterista e dj.
Toco jazz e produzo musica eletronica.
Adivinha qual paga minhas contas?
Adivinha com qual me divirto mais?
Advinha com qual me realizo?
A invenção do sintetizador era questão de tempo.
Se não fosse o theremin, outro teria inventado.
A evolução do piano ao teclado teria acontecido de qualquer maneira.
Só se usa piano hoje em dia em conservatórios de música e em shows de artista famoso que quer aparecer. Como não consegue aparecer sozinho tem que carregar um armário.
Existem vst´s que são maravilhosos.
Não são perfeitos para um audiófilo, mas quem é audiófilo?
A realidade é outra.
Depois de gravado, se bem gravado, não tem leigo ou até um amador que diga se é um piano ou um vst.
Muito poucos pianistas profissionais sabem dizer a diferença.
Em grande parte das músicas, se consegue até resultados melhores com vst´s.
Me desculpe, mas preciocismo tem limites.