O que é pior do que um filme ruim?

Um filme ruim que também é pretensioso. E é justamente isso que eu tenho para mostrar hoje, um drama tão horrendo e absurdo, que seu diretor não teve escolha exceto tentar chamá-lo de “uma comédia de humor negro”, para tentar disfarçar o fracasso.

Senhores, eu lhes apresento “The Room”.

O filme é uma produção de Tommy Wiseau, que também escreveu e atuou nesta bomba. Aqui, acompanhamos o triângulo amoroso formado por um pacato banqueiro, que mais parece uma versão de terno do músico Ronnie James Dio, sua esposa que tem cara de coadjuvante de “Power Rangers” e o melhor amigo dos dois, que parece ter fugido de uma novela mexicana.

Então… é. A história é só essa. O banqueiro faz de tudo pela mulher, que se cansa dele e o troca pelo melhor amigo, mas não abandona o marido de verdade e tenta equilibrar os dois relacionamentos. Tudo isso filmado com uma câmera de video que deve ter custado R$ 10 e com efeitos especiais realizados pelo mais horrendo cromaqui.

Uma das coisas que mata este filme é sua falta de continuidade. No começo da história, uma das personagens conta que o resultado de seus exames chegou e que ela tem câncer de mama… então o assunto é descartado e ninguém mais fala a respeito.

E tem também o momento em que todos os homens do filme resolvem jogar futebol americano… vestindo smokings, o que faz ainda menos sentido que qualquer coisa que Hulk Hogan já tenha feito.

Seja como for, “The Room” tem fãs bem fiéis. Não tente entender os fãs de filmes ruins, apenas aceite que eles existem.

Amer H.


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Jornalista profissional que tem o tamanho de um urso e argumentos quase tão bons quanto os de um.