Superman III” foi terrível, sim, mas “Superman IV – Em Busca da Paz” atingiu um nível tão abissal de má qualidade… que chega a ser fantástico.

Sem brincadeira.

Pra começar a brincadeira, o filme foi lançado em uma época em que a Guerra Fria ainda era um tópico na maioria dos telejornais. Assim, decidiram colocar o Superman para resolver o problema.

E como ele faz isso? Ele declara na ONU que irá livrar o planeta de todo o seu arsenal nuclear. Em seguida, ele coloca todas as ogivas nucleares do mundo em uma rede imensa, roda ela e a arremessa no Sol.

Sim, porque todos os tiranos do mundo aceitaram sem resistência a imposição da ONU de que um homem voador com a cueca por cima da calça tomaria suas armas de destruição em massa e as levaria embora. Lógico que algo assim aconteceria na vida real.

Como a mensagem de que “armas nucleares são ruins” ainda não estava clara, Lex Luthor apareceu na história, roubou um fio de cabelo do Superman e a partir dele, clonou o herói. E como ele batizou este novo ser? “Homem Nuclear”!

Então… é. O filme vai do nada a lugar algum e temos uma das mais embaraçosas lutas de todos os tempos, envolvendo o Homem de Aço e seu clone com cabelo bufante da década de 1980.

Este filme enterrou a série do Superman na década de 1980, e o herói só voltaria do limbo em 2006, com “Superman – O Retorno”, que também não fez muito para ajudar a imagem do último filho de Krypton.

Mas esta é uma outra história para outra ocasião.

Amer H.


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Jornalista profissional que tem o tamanho de um urso e argumentos quase tão bons quanto os de um.