Após lançar um romance de sucesso estrondoso como “A Lagoa Azul”, qual a melhor saída que se pode tomar?

Produzir uma continuação de péssima qualidade que não chega nem aos pés do sucesso do longa original. Pois é o que temos em “Retorno à Lagoa Azul”.

E tascar Milla Jovovich no filme também não ajuda.

No filme original, Brooke Shields e Christopher Atkins são um casal de primos que acabam presos em uma ilha deserta. Eles crescem juntos, passam por muitas tribulações emocionais, mas finalmente as superam e se apaixonam.

Já em “Retorno à Lagoa Azul”, Milla Jovovich e Brian Krause são um casal sem relação sanguínea, que acabam presos em uma ilha deserta. Eles crescem juntos, passam por muitas tribulações emocionais, mas finalmente as superam e se apaixonam.

E se você achou uma patifaria eu ter simplesmente repetido o mesmo parágrafo duas vezes, vai ficar ainda menos feliz em saber que este filme É UMA EXATA FOTOCÓPIA DAQUELE QUE O ANTECEDEU, SEM TIRAR NEM POR!!!

Claro, o casal de crianças não consiste mais de primos e agora eles são criados por uma mulher ao invés de um barbudo obeso, e temos Milla Jovovich ao invés de Brooke Shields. Mas é o mesmo que comprar um bolo de espinafre, tirar as couves de bruxelas do topo, colocar cerejas e fingir que é um bolo totalmente novo.

Milla Jovovich foi indicada ao prêmio de pior atriz estreante. Um futuro estrelando os longas da série “Resident Evil” mostrou que tal reconhecimento logo no início e sua carreira era merecido.

Eu não gosto dos filmes de “Resident Evil”, não adianta.

por Amer H.

Redação


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