Cinemateca POP

Você está triste? Não sabe qual filme assistir ao final de um longo dia de trabalho? Sente o peso a sociedade esmagando seu espírito?
Não se preocupe! Pois chegou seu momento favorito da semana! Aquele em que nossa redação recomenda seus filmes favoritos, para facilitar a sua vida!
Só não podemos aliviar o peso da sociedade… somos jornalistas, não mágicos.
Amer H, que já tirou uma foto com o Godzilla
Para esta semana, falarei de “Kung Fu Panda 2”. O que poss dizer, adoro filmes em animação.
No longa, Po (Jack Black) já se tornou um dos mestres de kung fu que tanto aspirava ser, embora não tenha perdido o jeito bonachão desajeitado. Lutando para defender o povo da China, o herói e seus companheiros se deparam com Shen (Gary Oldman), um pavão que pretende dominar a China com uma nova e temível arma: canhões.
Em meio a tudo isso, Po descobre mais a respeito e seu passado e tem de aprender a lidar com a forma que suas origens influenciarão o homem… ou melhor… panda, que ele se tornará no futuro.
Falando sinceramente, gostei bem mais do primeiro filme. “Kung Fu Panda 2” tem ótimos momentos, mas nenhum deles vem do protagonista. Em minha opinião, o jeito abobado dele fazia sentido no primeiro filme, quando ele ainda precisava amadurecer, mas agora, que ele já é um guerreiro em tempo integral, tal personalidade parece um regresso na evolução do herói.
Por outro lado, um papel muito maior é dado ao pai de Po (James Hong), que rouba a cena em todos os momentos que aparece na tela. Tigresa (Angelina Jolie) também atua muito melhor e demonstra grandes sinais de melhora em relação a sua personalidade dura do filme anterior, o que torna a imaturidade de Po ainda menos compreensível.
Mas mesmo assim, é um bom passatempo para aqueles que gostam de filmes de ação e pandas.
Pandas sempre tornam tudo melhor.
Laís, redatora de Música, que cortou os cabelos com Edward Mãos de Tesoura
Trago uma dica quentinha: A Era do Gelo 4.
O filme estreou por aqui na sexta feira (29), e mesmo sem ter visto A Era do Gelo 3, não tive problemas em entender a narrativa e me divertir – MUITO. Nesse volume da série, Scrat (aquele esquilo, meio azarado!) acaba enterrando sua noz em um local não muito adequado, que acaba causando a separação dos continentes (aula de geografia: inicialmente, todos os continentes eram juntos, numa massa de terra chamada Pangeia. Se separaram com o tempo, devido o movimento das placas tectôn… Devido Scrat ter enterrado sua noz em um péssimo local).
Por um acaso do destino, em meio a terremotos Manny, Diego e Sid acabam ficando em um iceberg que se desprende do continente, deixando Ellie e Amora – sua esposa e filha – para trás. Ao mesmo tempo, a porção de terra onde os outros ficaram está sendo engolida por montanhas, e quem ficou precisará migrar para outra região. Praticamente o caos total, só isso.
Manny garante que irá voltar para sua família, mas ele não imaginava que encontraria piratas no meio do caminho, que atrasariam seu retorno. Em meio a contos de amizade e lealdade, os diretores Steve Martino e Mike Thurmeier me ensinaram uma ótima lição nesse fim de semana: quando o mundo estiver acabando e a Terra estiver no caos total, ser burro pra caramba pode significar ser feliz. Aqueles momentos em que ser ignorante é uma virtude! Mas você terá que ver o filme para saber o porque e seu contexto. Esse filme vale a pena!
Fabio Zonatto, redator Nerd & Geek que já matou aula com Ferris Bueller
O filme de hoje eu recomendo fortemente a todos os fãs de cultura japonesa – principalmente dos super-poderosos ninjas (que é nerd sabe o quanto esta classe guerreira das sombras é sensacional) – “Shinobi – Heart Under Blade”.
Passado no Japão feudal, o filme trás a história de dois clãs ninja lendários – Iga e Koga. Os integrantes destes clãs são os chamados Shinobis, guereiros com habilidades especiais e sobre-humanas. O Japão acaba de ser unificado pelo imperador Tokugawa, que vê nos ninjas uma ameaça a paz que esta tentando instaurar no país. Para então livrar-se do problema, ele lança um falso torneio onde Iga e Koga enfrentariam-se (o intuito real era que ambos os cãs se destruíssem enquanto luvama uns com os outros).
Há um romance entre os líderes sucessores das duas vilas ninjas, mas isto na verdade é a parte mais chata do filme. O bom mesmo é ver as batalhas entre os guerreiros enquanto aprecia a maravilhosa paisagem que a fotografia do filme lhe proporciona – bosques japoneses primaveris e espetaculares.
E os fãs de Final Fantasy VII ainda vão encontrar um “autêntico” sósia de Sephiroth – e olha que o cara é um dos mestres mais poderosos!
Marco Rigobelli, redator do POP Games que exterminou o Exterminador
“Indie Game: The Movie” é um documentário que surge com a proposta de acompanhar o processo de desenvolvimento de três jogos independentes e tudo aquilo que os cerca. A idéia teve início como uma campanha no Kickstarter feita pelos cineastas canadenses James Swirsky e Lisanne Pajot, mas a proposta tomou proporções maiores que o esperado quando até a HBO se interessou em fazer um documentário em série baseado no filme.
Eles queriam mostrar como a indústria que até certo momento deste início de século era quase toda baseada em grandes orçamentos e expectativas de vendas se tornou terreno fértil para pequenos projetos baseados apenas em bons conceitos e uma visão romântica sobre si mesma.
Aqui vemos as trajetórias de três desenvolvedores diferentes e seus projetos. O que podemos notar é que a escolha dos personagens procurou apresentar um jogo que estava em sua fase final e próximo do lançamento, um que já havia sido lançado e era um completo sucesso e outro que lutava pela oportunidade de ser lançado enquanto o mundo parecia lutar contra.
A construção desse cenário – principalmente notado no trabalho de edição premiado en Sundance – vai emendando as pontas soltas dessas três histórias e criando diversos personagens que de uma forma ou de outra, dando motivos para amá-los ou odiá-los, são heróis a sua própria maneira.
“Indie Game: The Movie” é o tipo de filme que merece ser visto tanto por jogadores, quanto por quem nunca colocou as mãos em um videogame antes. Este documentário é um retrato da primeira geração criada pelos videogames querendo mostrar como isso afetou a forma como enxerga e interpreta essa mídia. São aqueles formados por Mario que agora formam outros com seus jogos.
Leonardo Teixeira, editor do POP Games e fã do gosto de roupas da galera de Cães de Aluguel
Sou fã de cinema japonês, e como todo fã com um pouco de claridade, tenho essa constante (e chata) impressão que nem de longe assisti tudo o que devia assistir do lado nipônico da sétima arte.
Por isso é um pouco decepcionante ter que dizer que não pensei em nada muito melhor para esta semana do que “Rapsódia em Agosto” do mestre Akira Kurosawa. Não que o filme não seja uma das melhores coisas que já vi na minha vida – ele é! É só que fãs do gênero vão ter que concordar que é uma indicação um tanto… óbvia. Mesmo assim: o filme, lançado originalmente em 1991, é um exemplo mais do que digno da capacidade que o cinema oriental tem em expressar sentimentos profundos com poucos truques de câmera e encenação.
O filme conta a história de uma família atingida pelos efeitos psicológicos do pós-Hiroshima e Nagasaki e a visita de um visitante americano, que traz à tona algumas feridas e o abismo entre dois povos cujas relações então eram pautadas por conflitos. A narrativa flerta com o fantástico em muitos momentos, e nunca atinge uma mensagem óbvia. Interpretação aqui é o nome do jogo.
Ah! E ajuda se você desenhar uma carinha feliz no lugar do Richard Gere toda vez que ele aparece na tela. Não que ele faça um mau papel, mas sei lá… gosto de meus filmes japoneses sem galãs da época dos meus pais, muito obrigado!
Amer H.
Jornalista profissional que tem o tamanho de um urso e argumentos quase tão bons quanto os de um.















Assisti ao filme Shinobi, mas o mangá é muito melhor, fora que a habilidade do protagonista é completamente diferente.