E hoje é quarta-feira, que dia tão feliz! O dia em que todos os membros da redação POP recomendam bons filmes pra todos os seus leitores.

Temos comédia, ação e até fábula nesta edição! Dois redatores inclusive compartilharam da mesma opinião! Não é uma beleza quando grandes mentes pensam parecido?

Leonardo Almeida, Redator do POP Games

Meu filme nessa semana é “Código de Conduta” de 2009. O filme conta a história de um sujeito que após perder a esposa e a filha, vê a lei falhando em punir os responsáveis. Frustrado com o sistema e sem nada a perder, o protagonista (interpretado por Gerard Butler) resolve tomar a justiça em suas próprias mãos.
O que é interessante nesse filme é que o protagonista não busca vingança pessoal. O objetivo dele é provar como o sistema da justiça não funciona, e para isso ele faz propostas aparentemente simples, que apenas dão errado quando os agentes da lei insistem em tomar atitudes “injustas”.

O filme também conta com a atuação de Jamie Foxx, que apesar de fazer um personagem um pouco irritante, serve para ilustrar que a justiça tem de estar sempre disposta a agir da forma correta, por mais difícil que seja, ou então toda sociedade arca com as consequências da preguiça e do comodismo. Altamente recomendado:

Diego Sato, redator do POP Games e trocador profissional de galões d’água

Na semana passada assisti a “Bastardos Inglórios” umas três vezes, todas na TNT. O canal parece ter uma obcessão por repetir o mesmo filme por vários dias seguidos. Não que isso seja ruim, só é ruim quando o filme não é “Bastardos Inglórios”.

A única mancada da emissora é que eles não dão a opção de vermos seus filmes com legendas no áudio original: ou você aguenta as péssimas dublagens ou aprende inglês, amiguinho.

Pois bem, toda vez que assisto a este filme do Tarantino rio feito um imbecil de uma cena diferente. E nesta semana a cena foi a de quando o Coronel Landa encontra Bridget von Hammersmark e os Bastardos no cinema francês, e para manter o disfarce dos americanos em sua missão, eles tentam miseravelmente fingir que são italianos, quando Christoph Waltz dá um banho de sua capacidade falando um italiano impecável. Quando um dos Bastardos pronuncia seu “sobrenome” falso e Landa pede para que ele repita, só para ouvir aquele “delicioso sotaque italiano”, o humor do cinismo chega a níveis alarmantes, e começo a rir alto.

Este filme corrobora a capacidade de Tarantino de criar cenas e lançou Waltz ao mundo com a sua enorme capacidade. Recomendo você que já assistiu a este filme a assistí-lo novamente, pois ele é um daqueles que devemos ver diversas vezes para entendermos todas as nuances. Uma boa semana!

Marta, redatora do Proteção Total e assistente de edição

Dentre os filmes antigos de ficção científica, se tem um que mudou a forma do mundo de imaginar o futuro foi “2001: Uma Odisséia no Espaço” (“2001: A Space Odyssey”). Ele é da época que “odisseia” ainda tinha acento, pelos idos de 1968. É um filme muito difícil de entender – tanto que a internet foi quem me ensinou. Conta a história da humanidade e como o Homem evoluiu a partir de uma misteriosa pedra preta, chamada monolito. A mesma pedra é encontrada milhares de anos depois na Lua e em Jupiter. A missão da nave controlada por HAL 9000, um computador futurista, é chegar a Jupiter e desvendar os mistérios da pedra. Mas a paixão por HAL em completar sua missão pode ser perigosa para a própria tripulação.

Um filme dirigido por Stanley Kubrick baseado em uma história de Arthur C. Clarke só podia virar um dos maiores ícones nerds da nossa geração. Supere a primeira parte do filme que a segunda vale muito à pena. Ah, uma curiosidade: dizem que os primeiros 15 minutos (!) de filme eram, originalmente, uma tela preta sem qualquer som. Eles foram cortados pois acreditava-se ser um defeito. Não era. Era o começo do Universo.

Laís, redatora de música

Recomendação da semana: A fantástica Fábrica de Chocolates!

O livro da história original se chamava “Charlie and the Chocolate Factory” (1964), o primeiro filme foi “Willy Wonka and the Chocolate Factory” (1971) e o filme mais recente – o que eu vejo e adoro – volta ao título do livro. Traduzido, o nome ficou sendo apenas “A Fantástica Fábrica de Chocolate”.

Na versão de 2005, Johnny Depp interpreta o dono da maior fábrica de chocolates do mundo, Willy Wonka. Dirigido por Tim Burton, a narrativa começa quando Wonka precisa encontrar um herdeiro para seu império de chocolates. Ao redor do mundo são escolhidas cinco crianças – e uma delas se tornará o herdeiro. Este será “a criança que sobrar” pois, encantadas com as maravilhas da fábrica, elas vão ficando para trás, uma a uma.

Na versão mais atual, a chance de você ter pesadelos com os Oompa-Loompas (ajudantes na fábrica), como eu tinha quando era pequena, são menores. Recomendo!

Rodrigo Casagrande, redator de Tecnologia e adorador do deus Bacon

Ontem eu estava jantando depois de um dia cheio de trabalho quando me deparo com “A Fantástica Fábrica de Chocolate” começando no SBT. Já tinha assistido uma vez, mas como estava de bobeira, resolvi assistir de novo.

O filme não é ruim, mas está muito longe de ser bom. Digo isso porque é impossível não comparar com a versão original do filme, estrelada por Gene Wilder, que é muitas vezes melhor que a nova versão com Johnny Depp. Comçando pelo próprio Johnny, que não convence como Willy Wonka. Acho que ele ficou perdido entre imitar o Gene Wilder e criar um Willy Wonka novo e o resultado saiu desastroso. O oompa loompas também não agradaram e os personagens não cativaram. Então minha recomendação aqui fica para “A Fantástica Fábrica de Chocolate” original!

Fabio Zonatto – Redator de Nerd & Geek e sobrevivente da guerrilha urbana

Estes dias estava olhando na minha videoteca quando reencontrei-me com algo que a muitos anos não via. Assisti novamente – e que sensação nostálgica foi aquela!

“Street Fighter – A Batalha Final”, com nosso Dragão Branco Van Damme e a lenda Raúl Juliá nos papeis de Guile e Bison, respectivamente. O que falar sobre o filme? Ele é mal produzido, tosco e inocente até as últimas consequências. Mas quem se importa com isso quando temos o grande Raúl gritando “GAME OVER!”?!?! E a cena da feira de armas, com o Zanguief?

Boas lutas são encontradas aqui, no entanto. Ainda que o próprio General “eme” Bison quase não participe da ação, Van Damme e os demais são capazes de um belo show. Destaque para o Vega do filme (Jay Tavare) – o loiro espanhol aqui virou índio cherokee!

Dica esperta: Assista e procure a cena em que um dos personagens dispara um épico “Meu Deus! Eu deveria ter ficado na Microsoft!”. Você não vai acreditar em quem diz uma coisa destas!

“Depressa! Muda de canal!” – claro que não Zanguief, assista o filme aí que é demais!

Amer H.


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Jornalista profissional que tem o tamanho de um urso e argumentos quase tão bons quanto os de um.