A mágica de Jim Henson

A sétima arte é uma colina muito íngreme. Dos que a encaram, poucos alcançam o inesquecível – e menor ainda é o número daqueles que atingem a genialidade. Mas de todos estes aventureiros, apenas dois chegaram ao cume da magia, onde puderam enfeitar os céus para que servissem de inspiração aos que decidirem trilhar este caminho: Walt Disney e Jim Henson. O primeiro, todos conhecemos. Mas e quanto ao segundo?
Conheça as maiores obras da Jim Henson Company, estúdio que continuou produzindo sonhos mesmo após a morte de seu criador (em 1990).
“Mirror Mask”
Este longa metragem foi lançado em 2005, época em que Jim Henson já não estava entre nós. Porém, esta é a prova de como a Companhia que ele deixou para trás se esforça ao para manter seu legado intacto.
“Mirror Mask” teve seu roteiro escrito pelo premiado escritor Neil Gaiman, e dirigido pelo seu amigo ilustrador Dave McKean. Com o apoio da equipe que trabalhou tantos anos ao lado de Henson, juntos conseguiram compor uma verdadeira homenagem à carreira do animador. A história, boba à primeira vista, se transforma com o passar do tempo algo mais complexo e simbólico, assim como acontecia em quase todas suas obras.
Aliado à efeitos especiais que ajudaram à compor uma ambientação fantástica, me pergunto do que Jim Henson seria capaz de promover com a tecnologia de hoje…
“Os Muppets Conquistam Nova York”
A tarefa mais difícil que tive que encarar na hora de montar esta matéria, foi decidir qual longa metragem de Caco e cia. merecia representar a franquia “Muppets” nesta lista. Mas não deu para fugir da escolha mais óbvia: ninguém consegue esquecer de quando os pequenos bonecos cheios de vida dominaram a maior metrópole do mundo.
“Os Muppets” é, sem dúvidas, o ícone mais famoso da carreira de Jim Henson. Adultos ou bebês, em séries de televisão ou nos cinemas, é impossível não simpatizar com esta turma de pelúcia que são mais humanizados do que os próprios atores de seus filmes.
E não precisa se achar velho por conhece-los. Até hoje, “Muppets” ganha novas revitalizações nas telonas… mas dificilmente elas serão tão incríveis quanto àquelas em que Jim Henson ainda estava envolvido.
“Labirinto”
O que acontece quando Jim Henson une forças com George Lucas e David Bowie? Um encantador conto infantil.
Nesta versão oitentísta de “O Mágico de Oz”, uma garota de 15 anos deve enfrentar seus pesadelos para salvar a vida de seu irmão. Se ela não conseguir superar uma série de desafios em um período de 13 horas, o impagável Rei dos Goblins (interpretado pelo cantor de mil e uma faces) transformará o caçula em um asqueroso monstro esverdeado.
Crianças precisam de histórias que definam bem os valores da coragem e integridade, e esta é uma das melhores já feitas.
“O Cristal Encantado”
Um olhar único para eterna batalha do bem contra o mal, que levanta questões primordiais sobre o maniqueísmo quase extinto nos dias de hoje: o que é certo e o que é errado? E qual é o nosso papel nisto tudo?
Mais do que uma animação qualquer, a jornada do pequeno Gelfling em transformar o arruinado mundo de Thra em uma só unidade em perfeita harmonia carrega consigo tanto conotações infantis sobre paz e união, quanto nos faz pensar no que isso significa em condições exotéricas. O mais importante é a dinâmica compenetrante e os personagens bem elaborados, que nos faz querer assisti-lo de novo assim que os letreiros começam a subir. E o que falar sobre sua incomparável trilha sonora orquestrada?
Não por coincidência, Jim Henson foi o responsável pelo roteiro, direção, produção e até mesmo a própria animação dos bonecos. Este é seu “Star Wars”, seu “Senhor dos Anéis”, Nona Sinfonia e Monalisa.
por Luis Andion












nossa assisit muitos desses filmes quando era pequeno nem sabia o nome de quem fazia muito bom
[...] na petição. Alterar completamente a filosofia por trás de personagens criados com carinho por um artista tão genial quanto Jim Henson não é só um desrespeito como também é um insulto. Se a ideia é inserir homossexuais em obras [...]